Rússia promoverá projeto próprio de resolução sobre Síria na ONU

A Rússia afirmou nesta quinta-feira que continuará a promover uma resolução própria sobre a Síria no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), apostando numa posição dura às vésperas das conversações sobre o projeto árabe e ocidental que pede que o presidente Bashar al-Assad deixe o poder.

ALEXEI ANISHCHUK, REUTERS

26 de janeiro de 2012 | 14h56

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, não descartou nem a possibilidade de ceder à proposta rival no Conselho de Segurança, destinada a pôr fim a quase um ano de violência na Síria, nem de um veto da Rússia, que se recusa a se unir ao coro pela renúncia de Assad.

As declarações dele indicam que a Rússia está cautelosa com relação ao projeto apoiado pelo Ocidente, que apóia o plano da Liga Árabe para uma transição política pela qual Assad deixaria o poder.

Diplomatas ocidentais disseram que o projeto de resolução pode ser colocado em votação na semana que vem.

"A Rússia apresentou uma resolução própria e trabalhou nela levando em conta as emendas sugeridas pelos nossos colegas ocidentais. Ela permanece na mesa de negociação. As consultas sobre a proposta continuam e esperamos que esse trabalho continue", afirmou Lukashevich.

"Não tenho nenhuma informação definida de que a proposta ocidental será apresentada nos próximos dias. Veremos", disse ele durante um briefing semanal.

"Por enquanto, a Rússia tem uma proposta própria e irá promovê-la dentro da estrutura do Conselho de Segurança."

A Rússia uniu-se à China em outubro para vetar uma proposta de resolução europeia no Conselho de Segurança condenando o governo de Assad pela repressão que, segundo a ONU, matou mais de 5 mil pessoas.

A Rússia advertiu que usará seu poder de veto para bloquear qualquer proposta de resolução que apóie uma intervenção militar na Síria e enfatizou que se opõe a sanções.

O governo russo apresentou uma primeira proposta de resolução em dezembro, mas os diplomatas ocidentais afirmaram que não poderiam aceitar o texto, que atribuía a violência no país ao governo e também à oposição.

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