Gemunu Amarasinghe/AP
Gemunu Amarasinghe/AP

Sábado de eleições legislativas registra 42 mortos no Afeganistão

Número envolve civis, soldados e rebeldes do Taleban; 107 pessoas ficaram feridas em ataques

Efe,

18 de setembro de 2010 | 17h52

CABUL- Ao menos 42 pessoas, entre insurgentes, civis e agentes de segurança, morreram e 107 ficaram feridas em atos violentos durante o sábado de eleições legislativas no Afeganistão, de acordo com autoridades do país, que anunciaram participação de 40% da população.

 

Em entrevista coletiva em Cabul, os responsáveis afegãos de segurança afirmaram que durante o dia morreram 11 civis, três policiais, um militar e 27 talebans, e que o nível de segurança desse pleito foi melhor do que no presidencial, em 2009.

 

Entre os feridos há 45 civis, segundo o ministro do Interior afegão, Bismillah Khan.

 

O Taleban foi responsável por 63 incidentes de disparos com armas pesadas, 33 explosões, descoberta de 29 artefatos explosivos e 32 minas, além de um ataque suicida frustrado, acrescentou Khan.

 

A comissão detalhou ainda os dados da participação relativos a 4.632 dos 5.816 colégios eleitorais abertos, que foi de 40% no momento do fechamento: votaram, segundo os dados oficiais, 3,6 milhões dos 9,2 milhões registrados para votarem nessas seções.

 

"Esses dados são provisórios, já que faltam alguns colégios", precisou em entrevista coletiva o chefe da Comissão Eleitoral, Fazal Ahmad Manawi.

 

Em um primeiro documento, a Comissão indicou a participação em quatro províncias, com grandes disparidades. Em Sari Pul (norte), por exemplo, região distante dos redutos talebans, votaram 45% dos eleitores; já na província Uruzgan (sul), somente 9% dos eleitores votaram, pois a área abriga os rebeldes.

 

No entanto, as autoridades afegãs louvaram a "redução da violência" comparada aos números das eleições presidenciais de 2009, quando foram registrados 135 atos violentos e cerca de 50 mortos na jornada eleitoral. "A convocação (das eleições) foi um êxito", declarou o comissário Manawi.

 

O ministro de Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, disse que dessa vez havia muito mais segurança disponível e que as autoridades contavam com a experiência prévia do ano passado, o que lhes permitiu se preparar com mais eficácia.

 

Cerca de 250 mil agentes de segurança afegãos se mantiveram hoje em alerta para vigiar o processo eleitoral, com apoio dos 150 mil soldados da Força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) mobilizados no Afeganistão, vinculados à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

 

No entanto, a Comissão Eleitoral tinha renunciado com antecipação a abrir 1.019 colégios eleitorais nas zonas onde não podia garantir a segurança.

 

As autoridades afegãs reconheceram em dias anteriores à jornada que nove distritos do país precisavam da presença de agentes para garantir a segurança.

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