Sadr está no Irã e não tem controle total de milícia--coronel

O poderoso clérigo xiita Moqtada al-Sadrnão tem controle total sobre o Exército Mehdi, milícia que sediz aliada a ele, disse na sexta-feira o coronel John Castles,comandante norte-americano no principal reduto de Sadr emBagdá. "Acho que ele está hoje no Irã, portanto só com base em sualocalização já fica implícito que parte do controle não édireto", disse Castles a jornalistas em Washington numavideoconferência desde a capital do Iraque. Castles está no comando das forças dos EUA responsáveispela Cidade de Sadr, a enorme favela xiita que leva o nome dopai de Sadr, morto no governo de Saddam Hussein. A favela éhoje a maior base do clérigo radical na capital. Um porta-voz no escritório de Sadr na cidade sagrada xiitade Najaf negou que o religioso tenha deixado o país. "Moqtadaal-Sadr está em Najaf e nunca saiu", disse o porta-voz. A última vez que Sadr foi visto em público no Iraque foi em25 de maio, quando acusou os EUA de formar um "trio do mal"junto com a Grã-Bretanha e Israel. Na época, autoridades norte-americanas disseram acreditarque Sadr tivesse ficado fora do país pelos quatro mesesanteriores, e em julho disseram achar que ele tivesse saído denovo do Iraque. Segundo Castles, braços civis do escritório de Sadr nafavela ainda influenciam os mais de 2 milhões de xiitas quemoram ali, mas já não está claro o quanto do braço armado, otemido Exército Mehdi, Sadr efetivamente controla. "Pessoalmente acho que eles não recebem muitas ordensdiretas dele e que algumas divisões estão operando por si só",disse o comandante. Comandantes norte-americanos disseram esta semana que quasetrês quartos dos ataques contra seus soldados estão sendoexecutados por militantes xiitas, e acreditam que muitos delestenham ligações com o Irã. Na quarta-feira, forças dos EUA disseram ter matado 30militantes xiitas num ataque aéreo durante uma operação naCidade de Sadr. Fontes médicas falaram em 13 mortes. (Reportagem de Khaled Farhan em Najaf e Kristin Roberts emWashington)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.