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Sadr pede que militantes deixem as ruas no Iraque

O clérigo xiita Moqtada al-Sadrconclamou seus seguidores no domingo a parar de combater astropas do governo, na tentativa de estancar a violência nasgrandes e pequenas cidades do país, que tem ameaçado fugir decontrole. "Por causa da responsabilidade religiosa, e para fazer comque se pare de derramar sangue iraquiano, nós pedimos um fimdas ações armadas em Basra e em todas as outras províncias",disse Sadr em um comunicado distribuído a jornalistas porauxiliares na cidade sagrada xiita de Najaf. "Qualquer um quecarregar uma arma e alvejar insituições do governo não será umdos nossos." O comunicado de Sadr é resultado de conversas "debastidores" entre os "sadristas" e a Aliança Xiita, medidadospelo ex-primeiro-ministro Ibrahim Jaafari, o político xiitaAhmed Chalabi e o chefe do parlamento sunita MahmoudMashhadani. Chalabi disse à Reuters que o comunicado de Sadr é "crucialpara conter o derramamento de sangue em Basra", mas o governotambém tem de parar de "almejar" os seguidores de Sadr. O governo aprovou o comunicado de Sadr, mas disse quecontinuaria a tentar controlar Basra, cujo poder está divididoentre diversas gangues e milícias. "O comunicado de Sadr é um passo na direção certa", disseNuri al-Maliki, primeiro-ministro iraquiano. O porta-voz do governo, Ali al-Dabbagh disse que a operaçãovai continuar até que "atinja seus objetivos". Ele afirmou queo foco das tropas iraquianas é perseguir criminosos em geral,não seguidores de Sadr. Ainda não está claro qual efeito o pedido de Sadr vai ter,mas as lutas parecem ter se acalmado em Basra e na cidade deNassiriya, disseram repórteres da Reuters. "Estamos agora telefonando para nossos quartéis-generais",disse um comandante menor do Exército Mehdi, na cidade de Sadr,em Bagdá. Ele disse à Reuters que seu nome é Abu Haidar. "Nãosabemos o que fazer. Se tivermos armas nas mãos, o governo vaise opor a nós, mas se as largarmos, os americanos virão, vãocercar nossas casas e nos capturar". O presidente dos EUA, George W. Bush, elogiou a operação emBasra, dizendo ter sido planejada e liderada pelo Iraque. Mashá sinais de que a coalizão EUA-Grã-Bretanha estejaprofundamente envolvida no conflito. As forças especiais dosEUA estão operando em Basra em paralelo com as tropasiraquianas, informou o Exército norte-americano no domingo. Forças britânicas, que se retiraram da cidade no anopassado, também se moveram para seus arredores. Um porta-vozbritânico disse que não havia planos até o momento de as forçasdo país entrarem por solo em Basra. ESTOPIM Uma revolta dos seguidores de Sadr no porto petrolífero deBasra foi o estopim para uma explosão de violência no sul doIraque e em Bagdá, que ameaça os recentes progressos obtidos nafrágil segurança do país e põe em perigo os planos de retiradadas tropas dos EUA. O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, ordenou queos militantes em Basra baixassem as armas e extendeu um prazode 72 horas para o dia 8 de abril. Maliki lançou a operação militar na última terça-feira,prometendo retomar o controle de seu governo sobre a segundacidade do Iraque, que está dominada por diversas milícias. Masaté o momento, apenas edifícios ligados a Sadr foram alvejados. A operação gerou uma resposta furiosa da milícia ExércitoMehdi, ligada ao clérigo, que acredita que Maliki e o ConselhoSupremo Islâmico Iraquiano, seu mais poderoso aliado xiita,estejam tentando esmagá-lo antes das eleições provinciais, queacontecem em outubro. Forças do governo até agora não conseguiram retirar osmilicianos das ruas de Basra. Imagens da Reuters Television mostraram membros mascaradosdo Mehdi exibindo metralhadoras e lançadores de foguetes. Elesdançavam do lado de fora de uma estação de transmissão de umaTV estatal após disparar contra militares iraquianos.

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