SAIBA MAIS-Estreito de Ormuz, Irã e o risco para o petróleo

Cinco embarcações da GuardaRevolucionária Iraniana provocaram no fim de semana três naviosda Marinha norte-americana no estreito de Ormuz, uma importanterota petrolífera na costa do Irã, informou a CNN nestasegunda-feira. Analistas dizem que o Irã, segundo maior produtor daOrganização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), poderiatentar impedir o tráfego pela região caso os Estados Unidosdecidam tomar ações militares contra a república islâmicadevido ao seu controverso programa nuclear. Altos funcionários da marinha dos EUA estão preocupados coma possibilidade de o Irã colocar o Estreito e a região do GolfoPérsico sob risco de um grande conflito. O canal que divide a costa iraniana na entrada do Golfo é ocaminho marítimo mais importante do mundo, por causa do grandevolume de petróleo exportado através dele diariamente. -- O petróleo que passa pelo Estreito é responsável porcerca de 40 por cento de toda a oferta comercializadaglobalmente, segundo a Administração de Informações de Energiados EUA. Os números variam conforme a produção da Opep. -- Em maio, a Agência Internacional de Energia (AIE)estimou que 13,4 milhões de barris por dia (bpd) passaram pelocanal em navios-tanques. O número é menor que o de entre 16 e17 milhões de bpd antes da rodada de cortes de produçãopromovida pela Opep. -- Mais dois milhões de barris de produtos derivados depetróleo, incluindo combustível, são exportados pela passagemdiariamente, assim como gás natural liquefeito. -- O Qatar, maior exportador mundial de gás naturalliquefeito, também tem produção que passa pelo Estreito rumo àÁsia e à Europa. São 31 milhões de toneladas por ano. -- Noventa por cento do petróleo exportado por produtoresdo Golfo são embarcados em navios-tanques que passam peloEstreito. -- Em fevereiro de 2006, a AIE notou reportagens da mídiaárabe e da italiana sobre pressões políticas no Irã parabloquear o local caso sejam aplicadas sanções das Nações Unidasrelacionadas ao programa nuclear do país. -- Entre 1984 e 1987, uma "Guerra dos Navios-tanques"aconteceu entre Irã e Iraque, na qual cada país atirou contraos navios-tanques do outro. Embarcações estrangeiras forampegas no fogo-cruzado. -- As exportações no Golfo caíram 25 por cento por causa doconflito, forçando uma intervenção da ONU para garantir asoperações comerciais na região. -- O Irã admitiu ter deixado baterias anti-aéreas emísseis terra-mar em Abu Musa, uma ilha localizadaestrategicamente perto das faixas para exportação no estreito. -- A Administração de Informações de Energia dos EUA prevêque as exportações de petróleo passando pelo Estreito vãodobrar para entre 30 e 34 milhões de barris por dia até 2020. -- Mais de 75 por cento do petróleo rumo ao Japão passampelo Estreito. -- Navios mercantes com grãos, minério de ferro, açúcar,bens perecíveis e conteineres cheios de produtos terminadostambém passam pelo corredor estratégico, com destino a paísesdo Golfo e a grandes portos, como o de Dubai. -- Artigos militares pesados das forças norte-americanas noIraque e em outros países do Golfo passam pelo canal. -- Localização geográfica: um pequeno caminho marinhoseparando Omã e Irã conecta os maiores produtores do Golfo,como Arábia Saudita, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico. -- Em seu ponto mais apertado, o Estreito tem apenas 55quilômetros de lado a lado. -- O Estreito consiste em canais navegáveis de duas milhaspara tráfego de navios-tanques. Fontes: Agência Internacional de Energia (AIE),Administração de Informações de Energia dos EUA, Conferênciadas Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad),GlobalSecurity.org, Comando Militar da Marinha dos EUA,consultoria de exportação Clarkson.

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