'Saída de tratado de armas não significa rearmamento russo'

Chanceler reitera que moratória não fecha as portas para negociações de novo acordo europeu para a questão

Efe,

18 de dezembro de 2007 | 11h17

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a suspensão do Tratado de Controle de Armas Convencionais na Europa (CFE) pelo governo não interrompe as negociações para a reforma do acordo nem representa o início do rearmamento do Exército russo.   "Não interrompemos nunca o diálogo e estamos dispostos a retomá-lo em qualquer momento e forma", afirmou Lavrov em artigo publicado no jornal econômico alemão Handelsblatt. Ele também disse que "a moratória não fecha a porta para novas negociações". Segundo Lavrov, a atual situação do tratado é inaceitável para a Rússia.   Lavrov ressaltou que a moratória "não é uma ameaça para a segurança da Europa". "Não planejamos um rearmamento convencional imediato. Nossas medidas dependem da situação militar específica e da disposição de nossos parceiros à moderação", ressaltou.   "É uma chamada mais para analisar a situação atual de maneira objetiva e dar passos a fim de pôr fim às diferenças. É uma tentativa de revitalizar o FCE levando em conta as novas realidades", acrescentou.   "Nossa meta mais importante é conseguir um novo tratado de qualidade que aumente a segurança da Europa e de todos os Estados. Naturalmente, essa aspiração necessita de uma iniciativa realista e da vontade política de todos os membros do FCE", disse o chefe da diplomacia russa.   "Parece que em alguns Estados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se encontra uma situação satisfatória, já que lhes é permitido manter uma certa superioridade militar sobre países europeus que não fazem parte do organismo, entre eles a Rússia", afirmou.   Lavrov lembrou que o FCE foi aprovado em 1990 e que atualmente está "defasado", já que desde então "a situação militar e política da Europa mudou fundamentalmente graças ao fim do conflito entre os blocos". "Enquanto o Pacto de Varsóvia foi dissolvido, ocorreram duas ampliações da Otan. Está previsto que bases militares dos Estados Unidos sejam instaladas no território dos novos membros", diz Lavrov.   "A Rússia é hoje o único país que se vê limitado por absurdas restrições da época da Guerra Fria", afirmou o ministro. Ele acrescentou que o país "suspendeu" o FCE, mas não o "abandonou".

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