Sakineh ainda pode ser libertada pelo Irã, diz ex-advogado

Mohammad Mostafaei, que representava iraniana, diz que outras condenadas já foram soltas

Associated Press

18 de agosto de 2010 | 12h25

BERLIM - O advogado que representava Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana condenada à morte por adultério e assassinato, disse nesta quarta-feira, 18, que ela ainda tem chances de se livrar da pena capital e até mesmo ser libertada pela justiça do Irã.

 

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Em entrevista concedida em Berlim, na Alemanha, Mohammad Mostafaei disse acreditar que há muita pressão internacional sobre o Irã e que isso fará com que o sistema judiciário do país desista de executar Sakineh.

 

Segundo ele, o governo tem autoridade para libertar Sakineh e que essa decisão já foi tomada outras sete vezes, também com mulheres que haviam sido condenadas ao apedrejamento.

 

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações ilícitas com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Primeiramente a pena foi de 99 chibatadas, depois convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, alterada para enforcamento.

 

Em julho deste ano, Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

 

O governo brasileiro ofereceu refúgio a Sakineh, o que foi rejeitado por Teerã. A pena de morte foi mantida por um tribunal de apelações, que acrescentou ao caso a acusação de conspiração para a morte do marido.

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