Sanções da ONU ao Irã tornariam negociações infrutíferas

Negociador iraniano afirma que EUA estariam minando o progresso das negociações entre Teerã e a AIEA

Agência Estado e Associated Press,

21 de agosto de 2007 | 09h47

Um eventual novo pacote de sanções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã prejudicaria a cooperação entre Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e tornaria infrutíferos os contatos, advertiu nesta terça-feira, 21, o negociador-chefe do programa nuclear iraniano, Ali Larijani.  Veja também: Irã liberta acadêmica dos EUA após fiança, diz agência Larijani, citado pela tevê estatal iraniana, também acusou os Estados Unidos de tentarem minar o progresso ocorrido até o momento nas negociações entre o Irã e a AIEA, aumentando a tensão e pressionando para que o Irã seja alvo de novas sanções por causa de seu programa nuclear. Os EUA e outras potências ocidentais acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica. Larijani não entrou em detalhes sobre o que Washington teria feito para tentar minar os contatos entre Teerã e a AIEA. "Se eles (os EUA) adotarem alguma medida ilógica, a tendência é que a cooperação com a AIEA e as negociações tornem-se infrutíferas", declarou. Os comentários vem à tona no segundo dia de reuniões entre diplomatas iranianos e da AIEA em Teerã. Eles tentam solucionar questões pendentes com relação ao contestado programa de enriquecimento de urânio mantido pelo Irã. O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.

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