Sanções podem bloquear investimentos em gás e petróleo no Irã, diz Gates

Segundo secretário, nova resolução da ONU abre caminho para que países tomem medidas individuais

Reuters,

09 de junho de 2010 | 20h01

LONDRES- Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU poderia abrir caminho para que Estados individuais e a União Europeia bloqueiem investimentos em empresas estrangeiras que expandem as exportações de petróleo e gás de Teerã, disse nesta quarta-feira, 9, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.

 

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Gates afirmou que os países podem impor outro tipo de sanções para frear a atividade empresarial iraniana e considerou que o Irã, assim como a Coreia do Norte e Mianmar, parecia "impermeável à pressão externa" para mudar de rumo.

 

Em uma entrevista gravada horas antes de o Conselho de Segurança votar a favor de novas sanções contra o Irã, Gates disse que a decisão da ONU proporciona uma plataforma legal para que os países tomem "medidas de maior alcance individual".

 

O secretário disse ao canal árabe Al Jazeera que medidas mais duras poderiam apontar as empresas que operam como fachada da Guarda Revolucionária iraniana, inclusive companhias de navegação e de importação.

 

"Há muitas áreas que podem ser consideradas para prevenir que empresas estrangeiras ajudem a manter ou aumentar suas capacidades de exportação de petróleo e gás, ou qualquer outra iniciativa comercial", disse Gates, de acordo com uma transcrição da entrevista gravada em Londres.

 

"A chave aqui é realmente fazer que os iranianos voltem à mesa e chegar a um acordo em que renunciem a ter armas nucleares, já que isso não faz parte de seus interesses. Esse é realmente o objetivo que estamos buscando aqui", acrescentou Gates.

 

O pacote de sanções aprovado nesta quarta pelo Conselho é o quarto aplicado contra o Irã. As medidas são uma resposta do órgão à resistência da República Islâmica em paralisar seu programa nuclear e à falta de cooperação do país com as investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

A nova resolução prevê restrições contra a Guarda Revolucionária do Irã, o sistema de mísseis do país e o congelamento de investimentos ligados ao enriquecimento de urânio. Todos os carregamentos de exportação com o Irã como destino também serão submetidos a uma fiscalização mais rigorosa.

 

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