Santos descarta diálogo com as Farc

Presidente colombiano diz não ter fechado a porta completamente para o assunto

estadão.com.br

17 de agosto de 2010 | 15h13

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, descartou que no momento seja possível estabelecer um diálogo de reconciliação com guerrilha e disse que não nomeará um comissário de paz. As declarações de Santos foram feitas nesta terça-feira, 17, quando pediu que as forças armadas não abaixem a guarda para os rebeldes, segundo informações da agência de notícias AFP.

 

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"Apesar de não termos encontrado a chave para o diálogo, não fechamos a porta completamente e encerramos o assunto. Até que não tenhamos provas claras, contundentes e verídicas, não haverá nenhuma chance de diálogo", disse Santos, depois de uma reunião com militares.

 

"Nem mesmo vamos nomear um comissário de paz no momento, porque não há condições para isso. Em matéria de segurança, não podemos baixar a guarda. Precisamos de resultados todos os dias", concluiu o presidente.

 

Santos assumiu a presidência no último dia 7, com a promessa de manter a política de "segurança democrática" de seu antecessor, Álvaro Uribe, que privilegia o enfrentamento militar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e contra o Exército da Libertação Nacional (ELN).

 

Uma semana antes de sua posse, as Farc propuseram um diálogo a Santos, em um vídeo no qual o chefe máximo da guerrilha, Alfonso Cano, convidava o presidente para negociar.

 

No último dia 12 de agosto, um carro-bomba explodiu em Bogotá, em um atentado cuja autoria não foi determinada, embora as autoridades tenham dito que "consideram todas as hipóteses", desde guerrilhas esquerdistas até grupos de extrema direita. No fim de semana, Santos desautorizou qualquer tentativa de negociação com as Farc, vindo de dentro ou fora do país, que não fosse uma iniciativa do governo.

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