Sarkozy diz que não enviará mais soldados ao Afeganistão

Presidente francês afirma que é necessário continuar e vencer a guerra, mas que não aumentará efetivo

Reuters,

15 de outubro de 2009 | 17h49

A França não enviará mais soldados ao Afeganistão e, no lugar de suas tropas, quer ver um exército afegão ampliado, disse Sarkozy em entrevista nesta quinta-feira, 15, ao jornal Le Figaro.

 

Já os Estados Unidos estão considerando enviar até 40 mil soldados a mais ao Afeganistão e tem incentivado seus aliados da OTAN a também reforçarem seus contingentes para combater os talebans.

 

Sarkozy disse ao jornal que manterá uma antiga promessa de não enviar mais soldados para a guerra no oriente Médio. "É necessário continuar no Afeganistão? Eu digo que sim. E ficar para vencer a guerra. Se formos embora, o Paquistão, que é um potência nuclear, se verá ameaçado. Mas a França não enviará nenhum soldado a mais", garantiu o presidente francês.

 

As forças ocidentais têm sido postas à prova por um crescente número de vítimas no Afeganistão, onde a violência chegou ao nível mais alto desde que os talebans foram expulsos do governo, no final de 2001.

 

Mais de 40 países já enviaram, sob o estandarte da OTAN, tropas para combater na guerra. Grã Bretanha, Alemanha. França, Itália e Polônia são os maiores colaboradores da Europa. Juntos, enviaram um total de 21 mil soldados. A França tem um pouco mais de 3 mil soldados no Afeganistão.

 

O efetivo americano já aumentou e espera-se que até o final do ano, 68 mil soldados do exército dos EUA estejam combatendo na guerra.

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