Sarkozy e Cameron visitam Líbia; francês pede prisão de Gaddafi

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse em visita à capital líbia, Trípoli, nesta quinta-feira, que Muammar Gaddafi e seus altos comandantes deveriam ser presos e responsabilizados por suas ações durante a guerra de seis meses no país.

JOSE, REUTERS

15 Setembro 2011 | 08h51

Sarkozy e o premiê britânico, David Cameron, fazem uma visita a Trípoli sob forte segurança nesta quinta-feira, e foram recebidos pelos novos líderes do país que as forças aéreas da França e da Grã-Bretanha ajudaram a instaurar.

A visita ocorre três semanas depois que as forças rebeldes derrubaram Muammar Gaddafi.

"O sr. Gaddafi deve ser preso e todos aqueles que são acusados (de crimes) sob jurisdição internacional devem ser responsabilizados pelo que fizeram", disse Sarkozy, em discurso na capital líbia.

Ele pediu a todos os países para que trabalhem com as autoridades jurídicas internacionais na busca por autoridades do governo de Gaddafi, acrescentando que não haveria reconciliação na Líbia se a justiça não for feita.

Cameron, por sua vez, prometeu que a Grã-Bretanha ajudaria a perseguir e capturar Gaddafi. "Isso ainda não acabou", disse ele em coletiva de imprensa na capital líbia. "Ajudaremos vocês a encontrar Gaddafi e trazê-lo à justiça."

Sarkozy e Cameron visitarão Benghazi, berço da revolução que derrubou Gaddafi, ainda nesta quinta-feira.

"Estamos prontos para ajudar, mas queremos saber o que é que vocês mais querem fazer", disse Cameron. "Esse é o momento em que a primavera árabe poderia se tornar um verão árabe e veremos a democracia avançar em outros países também".

Sarkozy e Cameron, que assumiram a responsabilidade por liderar a campanha da Otan, no qual os Estados Unidos assumiram um papel secundário, foram recebidos no avião com sorrisos e cumprimentados pelos dois líderes da fragmentada coalizão anti-Gaddafi.

Os líderes europeus, acompanhados de seus ministros de Relações Exteriores, foram recebidos com aplausos do público durante visita a um hospital em Trípoli -- indicando a popularidade de sua intervenção após 42 anos do governo de Gaddafi na Líbia.

O ex-líder líbio continua foragido e prometeu lutar de volta.

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