Sarkozy pede à Síria que garanta eleição de presidente no Líbano

O presidente da França, NicolasSarkozy, pediu à Síria que use sua influência para fazer comque o Líbano escolha um presidente no sábado e indicou que suapaciência com o governo sírio estava se esgotando, informou naquarta-feira um jornal pan-árabe. O diário al-Hayat, publicado em Londres, atribuiu a Sarkozya declaração de que o Líbano se deparava com o risco de "novasconfrontações e a possibilidade de serem instalados doisgovernos" caso o Parlamento do país não eleja um presidente. Sarkozy afirmou a jornalistas árabes na França que tinhaconversado com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, nodomingo à noite, pedindo-lhe que usasse "todos os mecanismos deinfluência para permitir a realização (do pleito)", disse oal-Hayat. "Agora percebo que essa lógica se esgotou. Não vou maisrecorrer às conversas. Espero ação, e a última oportunidade ésábado. Se a eleição não acontecer, vou com certeza divulgarminha análise sobre o que se passou", afirmou Sarkozy. A França tem liderado os esforços de mediação para fazercom que o Líbano supere a profunda crise política instalada alie que agora gira em torno da escolha do presidente. A eleiçãojá foi adiada nove vezes. O Líbano está sem presidente desde 23 de novembro e, apesarde o governo aliado do Ocidente e a oposição aliada da Síriaterem concordado sobre a escolha de Michel Suleiman, chefe dasForças Armadas, para ocupar o cargo, há desavenças sobre comocompartilhar o poder depois da posse dele. A oposição deseja ter poder de veto no próximo governoantes de participar da eleição. Nenhum dos dois blocos dispõede votos suficientes para eleger o presidente sozinho. Sarkozy disse a Assad que a questão da divisão de poderdeveria ser decidida após o voto sobre Suleiman. Mas tambémafirmou que o Líbano tem o direito de ter um governo de unidadenacional, a principal demanda da oposição. (Texto de Tom Perry)

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