Sarkozy pede que Israel 'se livre' de Lieberman, diz imprensa

Presidente francês teria feito o apelo a Netanyahu, que considera seu Ministro do Exterior de 'total confiança'

Reuters

30 de junho de 2009 | 10h54

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez um apelo ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que ele "se livre" do ultranacionalista ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, informou a imprensa israelense na terça-feira, 30.

O gabinete de Sarkozy não comentou imediatamente as declarações de jornais israelenses e da emissora de TV Canal 2, atribuídas ao presidente francês após ele se reunir com Netanyahu em Paris na última quarta-feira. "Você tem de se livrar dessa pessoa", teria dito Sarkozy a Netanyahu, segundo o jornal Haaretz e o site Ynet.

O gabinete de Netanyahu divulgou comunicado em afirma que "à luz das últimas informações da imprensa", o primeiro-ministro expressou sua "total confiança" em Lieberman durante reuniões com embaixadores de países da União Europeia,

Segundo as reportagens, Sarkozy teria comparado Lieberman, acusado de racismo por parlamentares árabes de Israel, ao líder da extrema direita francesa Jean-Marie Le Pen, mas recuou de seu comentário após Netanyahu dizer que o ministro do Exterior deixa uma impressão diferente em conversas privadas.

Um porta-voz de Lieberman, líder do partido ultranacionalista Yisrael Beitenu, disse que, se Sarkozy fez esses comentários, eles seriam uma intromissão "intolerável" nos assuntos israelenses.

Lieberman provocou a irritação da minoria árabe israelense ao questionar a lealdade desse grupo ao Estado judeu e ao sugerir que algumas das cidades predominantemente árabes sejam cedidas ao controle palestino em troca de assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada.

As informações sobre os supostos comentários de Sarkozy enfatizam a disputa entre Israel e o Ocidente sobre a recusa de Netanyahu aos pedidos de suspensão de construção de assentamentos.

Lieberman, que vive em um assentamento, afirma que eles não são um obstáculo à paz.

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