Sarkozy quer que sanções ao Irã estejam prontas 'no mais tardar' até maio

França e EUA foram os países que mais pressionaram a comunidade internacional para novas restrições a Teerã

13 de abril de 2010 | 21h01

Efe

 

WASHINGTON- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse esta terça-feira, 13, que a ONU deveria acordar uma série de novas sanções contra o Irã no mais tardar em maio deste ano, ao afirmar que "se aproxima a hora da verdade".

 

Veja também:

linkObama pede que mundo seja 'audaz e veloz' em sanções contra Teerã

linkCúpula fecha acordo para controlar material nuclear

linkCúpula rende acordos específicos sobre gestão de material nuclear

linkObama recebe Lula e premiê turco para discutir Irã

blogCHACRA: chineses apoiam apenas sanções fracas

 

Durante uma coletiva de imprensa no encerramento da Conferência de Segurança Nuclear em Washington, onde as ambições nucleares do Irã dominaram os encontros paralelos, Sarkozy declarou que a ONU deveria impor sanções contra a República Islâmica "em abril ou maio, no mais tardar".

 

"A hora da verdade se aproxima", sentenciou o governante francês, um dos dirigentes convocados a reunião de dois dias na qual os 47 países se comprometeram a tornar os materiais nucleares mais seguros em um prazo de quatro anos.

 

Estados Unidos e França têm sido os principais promotores de maiores restrições contra Teerã para punir suas ambições nucleares, em particular seu suposto plano de construir uma bomba atômica.

 

Sarkozy e o presidente Barack Obama discutiram o assunto durante seu recente encontro na Casa Branca em 30 de março.

 

Em uma coletiva de imprensa conjunta na ocasião, Obama afirmou que queria sanções prontas em questão de "semanas", e não meses, apesar de reconhecer que não havia unanimidade na comunidade internacional.

 

Os Estados Unidos insistem em que a ONU deve punir o Irã com uma quarta rodada de sanções por seu contínuo trabalho em infraestrutura nuclear, em um claro desafio às resoluções da ONU, que o proíbem.

 

A China e a Rússia, dois dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto, têm se mostrado reticentes às sanções, enquanto o governo iraniano sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

 

Saiba mais

especialOs últimos eventos da crise nuclear

linkSaiba mais sobre o TNP

linkO que está em jogo no encontro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.