Sauditas e turcos exigem que Hezbollah volte ao governo libanês

A Arábia Saudita exigiu nesta quarta-feira que o Hezbollah volte a integrar o governo do primeiro-ministro libanês, Saad al-Hariri, advertindo que a crise política pode causar uma nova onda de violência no país.

REUTERS

12 de janeiro de 2011 | 17h13

O grupo armado xiita e seus aliados políticos renunciaram mais cedo nesta quarta, expondo o fracasso da Síria e da Arábia Saudita de superar as tensões no Líbano relacionadas a um tribunal criado para julgar os assassinos do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri.

"As renúncias serão perigosas, já que causarão confrontos mais uma vez", afirmou o ministro saudita das Relações Exteriores, príncipe Saud Al-Faisal, em entrevista coletiva com seu colega turco em Ancara.

"Assim, esperamos que essas renúncias não sejam feitas. Elas têm o potencial de prejudicar tudo o que foi construído até agora", afirmou o ministro saudita, alertando para a repercussão regional.

O chanceler turco, Ahmet Davutoglu, espera que o Hezbollah repense sua decisão e manifeste apoio aos esforços de mediação dos sírios e sauditas.

A crise aumentará a tensão sectária no Líbano.

O Hezbollah é apoiado por Síria e Irã, enquanto os seguidores muçulmanos sunitas de Hariri têm suporte da Arábia Saudita e dos Estados Unidos.

(Reportagem de Tulay Karadeniz)

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