Secretário de Defesa dos EUA faz visita surpresa ao Iraque

Robert Gates faz sua primeira viagem ao país desde assinatura de acordo de segurança, em novembro

Efe,

13 de dezembro de 2008 | 09h48

O secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, chegou neste sábado, 13, ao Iraque em uma visita surpresa, em sua primeira viagem ao país após a assinatura do acordo de segurança entre as duas nações, em novembro. A questão da segurança se transformará a partir de janeiro em uma questão bilateral entre Iraque e Estados Unidos, depois da assinatura de um pacto que estipula a retirada das forças americanas até o final de 2011. Gates foi ao Iraque a partir do Barein, onde insistiu na importância de prestar apoio diplomático internacional a Bagdá. Em declarações divulgadas neste sábado pela agência oficial de notícias do Barein, o responsável americano ressaltou a importância de que a comunidade internacional retome as relações com o Iraque e envie missões diplomáticas. Durante sua participação na conferência de segurança dos países do Golfo Pérsico, realizada em Manama (Barein), Gates também defendeu a inclusão do Iraque nos fóruns políticos e econômicos internacionais, assim como o perdão da dívida externa do país. Gates, que assumiu o cargo em 2006, quando substituiu Donald Rumsfeld, e que continuará como chefe do Pentágono com a Administração de Barack Obama, destacou, antes de viajar a Bagdá, o notável avanço da segurança no Iraque. No entanto, insistiu na necessidade de continuar lutando contra "Al-Qaeda, os terroristas e os radicais no Iraque". A respeito desse assunto, ressaltou a importância do apoio dos países vizinhos para garantir as fronteiras e acabar com o radicalismo. No Barein, Gates também falou do fenômeno da pirataria que transformou as águas do Golfo de Áden e o litoral da Somália em uma das zonas mais perigosas do mundo. O secretário americano comentou que a Frota americana já começou a patrulhar estas águas, com o apoio de vários países da região, entre eles a Arábia Saudita. Além disso, ele não descartou a possibilidade de que as forças americanas lancem ataques contra os piratas, se houver informações suficientes, já que "é difícil lançar um ataque marítimo quando os corsários se misturam com os civis". Antes de ir ao Iraque, Gates visitou as tropas americanas no Afeganistão, onde anunciou um aumento de soldados para meados de 2009, assim como a base da Força Naval americana no Barein.

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