Secretário de Defesa dos EUA faz visita-surpresa ao Iraque

Após ser recebido por um atentado no Afeganistão, Robert Gates chega ao país para avaliar conflito

Agências internacionais,

05 de dezembro de 2007 | 08h11

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegou para uma visita-surpresa na manhã desta quarta-feira, 53, à cidade iraquiana de Mossul, no norte do país, segundo disseram fontes militares americanas. Segundo oficiais, ele avaliará como a onda de violência em algumas regiões do país ainda é sustentada e como trabalhar contra o fornecimento de armas e suprimentos bélicos iranianos para milícias.   Veja também: Oito morrem em ataques durante a visita de Gates ao Iraque Atentado contra ônibus mata 13 no Afeganistão Ocupação do Iraque    Em sua sexta viagem ao país como chefe da pasta da Defesa, Gates deve conversar com o general David Petraeus, principal comandante dos EUA no Iraque, e com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Gates também ouvirá dos comandantes no país sobre como eles planejam manter as melhorias obtidas na segurança, além de discutir o papel e o status das forças americanas em longo prazo no Iraque.   O Oficial Tony Thomas afirmou aos repórteres que ele e outros comandantes no norte estão avaliando o envio de tropas adicionais ao norte do país e também o retorno de 1.400 soldados para a cidade de Bagdá, com a finalidade de garantir "mais poder de combate" na estabilização da segurança de algumas áreas, incluindo as províncias de Diyala, Mossul e Samara, e ajudar a conter a onda de violência, incluindo ataques suicidas.   Uma importante fonte do Pentágono disse no Iraque que Gates acha que o ritmo do progresso político em nível nacional não está acompanhando as recentes melhorias em nível local. O governo Maliki aprovou poucas leis destinadas a beneficiar os sunitas com mais poder político e acesso aos rendimentos petrolíferos.   Os ataques no Iraque estão em seu menor nível em quase dois anos, e as atenções se voltam para a reconciliação entre os xiitas, que dominam o governo, e a minoria sunita - especialmente num momento em que os EUA começam a reduzir seu contingente.   Na terça-feira, militantes mataram dois soldados dos EUA e feriram outros dois na província de Salahuddin, vizinha a Nineveh, segundo anúncio feito na quarta-feira pelos militares. Desde a invasão de 2003, quase 3.900 soldados norte-americanos já morreram no Iraque.   Visita ao Afeganistão   Em visita ao Afeganistão na terça-feira, Gates foi recebido com um atentado na região do aeroporto de Cabul. Um suicida atirou um veículo contra um comboio da Otan, ferindo 22 civis. Um porta-voz do Taleban disse que o ataque foi para "receber" Gates, que chegara a Cabul na noite anterior.   Após a viagem de Gates no Afeganistão, pelo menos 13 pessoas morreram nesta quarta-feira em um ataque suicida na capital do país, Cabul, informou o Ministério da Defesa afegão. Segundo a BBC, entre os mortos estão seis soldados afegãos. Segundo testemunhas, um homem-bomba bateu o seu carro contra o ônibus que levava os soldados, provocando uma explosão que destruiu o coletivo. Muitos passageiros ficaram gravemente feridos, e o governo afirmou que o número de mortos deve aumentar.   Em reunião, o chefe do Exército afegão, general Bismillah Khan, pediu melhor treinamento e equipamentos para suas forças de combate. Gates disse que o Pentágono está avaliando formas de acelerar a entrega de armas e suprimentos ao Afeganistão. Mas ressaltou que outros parceiros da Otan no Afeganistão também devem dedicar mais recursos ao combate ao Taleban.

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