Secretário-geral da ONU apela por cessar-fogo na Faixa de Gaza

Ban Ki-moon inicia giro na região nesta terça-feira para forçar a adoção da resolução pedindo o fim do conflito

Agências internacionais,

13 de janeiro de 2009 | 08h34

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lidera os esforços diplomáticos no Oriente Médio nesta terça-feira, 13, para forçar Israel e o Hamas a adotarem a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança, que determina a trégua, e permitir a entrada de ajuda humanitária no território palestino devastado nos 18 dias de conflito. Desde que Israel lançou sua ofensiva, em 27 de dezembro, Ban iniciou os contatos com autoridades do Oriente Médio, da Europa e dos EUA para promover o cessar-fogo. "Minha mensagem é simples, direta e precisa: os combates têm que parar", disse o diplomata na sede da ONU, em Nova York, na véspera de sua partida para um giro pelo Oriente Médio, nesta terça-feira.   Veja também: Tropas ficam sob fogo vindo da Jordânia, diz Exército de Israel Aumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Exército reforça controle nas áreas urbanas de Gaza Brasileiros em Israel protestam contra o PT  Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       Ban afirmou que tentará visitar todos os países que "podem fazer a diferença". Ele se encontrará com altos oficiais do Egito e da Jordânia na quarta-feira, e depois segue para Israel, o território palestino da Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuwait, onde segundo ele, a cúpula da Liga Árabe pode promover uma sessão extra para o conflito em Gaza. Seu itinerário não inclui a Faixa de Gaza por conta dos combates.   O secretário-geral afirmou que discutirá um cessar-fogo imediato com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, quem lidera as negociações separadamente com Israel e o Hamas, e pressionará os líderes israelenses, os presidentes da Turquia e da Síria - que exercem influencia sob o Hamas - para que o grupo aceite a trégua. Ele afirmou ainda que está discutindo o conflito com os americanos, aliados mais próximos dos israelenses, todos os dias.   Ban afirmou que ainda encoraja iniciativas diplomáticas - incluindo uma para o Egito, da abertura e a elevação da segurança das fronteiras, do fornecimento de assistência humanitária, a proteção dos palestinos em Gaza e reunir os palestinos do Hamas - que controlam Gaza - e do Fatah - que controlam a Cisjordânia.   Negociações com Hamas   Uma delegação do grupo palestino Hamas e outra de Damasco retomou nesta terça, no Cairo, as negociações com as autoridades egípcias para tentar alcançar um cessar-fogo que pare a ofensiva israelense em Gaza, segundo fontes ligadas às reuniões. As fontes disseram que os negociadores palestinos começaram esta manhã as reuniões com dirigentes dos serviços secretos egípcios. A delegação do Hamas procedente da Síria é formada por Imad al-Alami e Mohammed Masr, que chegaram na segunda ao Egito procedentes de Damasco. Alami e Masr já haviam se reunido no domingo passado com responsáveis egípcios para dialogar sobre a situação em Gaza.   Os dois responsáveis da organização islâmica no exílio em Damasco se uniram a outros três palestinos que formam a chamada delegação do interior, Aiman Taha, porta-voz do Hamas em Gaza, Jamal Abul Hassen e Salah al-Bardawil. As conversas entre o Hamas e os responsáveis egípcios sobre a proposta do Egito para resolver a crise em Gaza - alvo de uma ofensiva israelense desde 27 de dezembro - se concentra agora em como conseguir um cessar-fogo, acrescentaram as fontes.   O Hamas criticou a postura das autoridades egípcias nas negociações com membros de seu grupo para colocar fim às hostilidades neste território, de acordo com um plano proposto pelo presidente Hosni Mubarak, em 6 de janeiro. "A resposta egípcia não foi como queríamos. Há assuntos que não podemos aceitar e outros que devem ser modificados", disse o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamedan, à rede de televisão catariana Al Jazira.   O plano egípcio para Gaza inclui uma trégua por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços para que a população possa receber assistência humanitária. Além disso, estabelece negociações para suspender o bloqueio a Gaza existente há um ano e meio, garantias para evitar uma deterioração do conflito e passos para conseguir a reconciliação palestina.

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