Secretário-geral da ONU diz que não recua após ataque em Cabul

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que não recuará ante o ataque contra uma hospedaria da organização em Cabul na quarta-feira, que matou seis funcionários estrangeiros e feriu vários outros.

REUTERS

28 de outubro de 2009 | 16h28

"Eu repudio esse ato chocante e vergonhoso e os terroristas que cometeram esse crime," disse Ban em uma entrevista coletiva. "É injustificável sob todos os aspectos".

"Nunca seremos dissuadidos por esses ataques terroristas", afirmou Ban. "Prosseguiremos com nosso trabalho, especialmente ajudando o governo e o povo afegão a executar o segundo turno da eleição presidencial".

Ele disse que os procedimentos de segurança da ONU seriam revisados e reforçados.

O Taliban prometeu atrapalhar o segundo turno eleitoral em 7 de novembro, enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, avalia se envia ou não tropas adicionais ao Afeganistão para combater uma insurgência que atingiu seu nível mais alto em oito anos.

O Taliban disse ter atacado a hospedaria da ONU porque a entidade teria ajudado a organizar o segundo turno das eleições. Ban afirmou que havia ao menos 25 funcionários da ONU na hospedaria no momento do ataque.

(Reportagem de Louis Charbonneau e Michelle Nichols)

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