Secretário-geral da ONU pede cessar fogo imediato na Líbia

Ban conversou em Genebra com primeiro-ministro líbio Al-Baghdadi Ali al-Mahmoudi

REUTERS

11 de maio de 2011 | 09h09

TRÍPOLI - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira, 11, um "imediato e verificável cessar-fogo" na Líbia, onde rebeldes estão lutando para colocar um fim aos 41 anos no poder de Muammar Gaddafi.  Veja também:

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Ban falava em Genebra depois de uma reunião com o primeiro-ministro líbio Al-Baghdadi Ali al-Mahmoudi. Não houve resposta direta imediata dos rebeldes ou do governo.

O governo de Gaddafi deu várias declarações prometendo cessar-fogo, mas manteve os ataques na cidade sitiada de Misrata, no oeste do país, e em outras áreas dominadas pelos rebeldes.

"Ele (Mahmoudi) até sugeriu que o governo líbio estava disposto a declarar um cessar-fogo imediato com um time de monitoramento a ser criado pela ONU e pela União Africana", disse Ban em coletiva de imprensa.

"Mas, antes de mais nada, precisamos acabar com as batalhas em Misrata e no restante do país. Só assim nós poderemos fornecer assistência humanitária enquanto continuamos em paralelo o nosso diálogo político", acrescentou Ban.

Os rebeldes disseram na terça-feira que tiveram resultados positivos em expulsar as tropas de Gaddafi para as fronteiras à leste e oeste de Misrata e que conseguiram cercá-los no aeroporto.

Eles disseram também que assumiram o controle da cidade de Zareek, 25 km à oeste de Misrata, mas nenhuma forma de verificação independente das declarações estava disponível.

Misrata, cercada pelas forças de Gaddafi por oito semanas, é a única grande cidade controlada por rebeldes no oeste do país.

A Otan atacou com mísseis na terça-feira a região de Trípoli, em alvos que aparentemente incluem a base de Gaddafi, de acordo com testemunhas. A Otan disse momentos depois que atacou um comando do governo e postos de controle na capital.

Depois de três meses de revoltas relacionadas com os levantes em outros países árabes, a guerra chegou a um impasse. Rebeldes controlam Benghazi e outras cidades na parte produtora de petróleo no leste, enquanto o governo controla a capital e a maior parte do oeste.

Milhares foram mortos na batalha no país que tem população de mais de seis milhões de pessoas.

O governo diz que os rebeldes são criminosos armados e militantes da Al Qaeda, ressaltando que a maior parte dos líbios apoia Gaddafi, no poder desde 1969.

Ele não aparece em público desde 30 de abril, quando um ataque da Otan em uma casa da capital matou o seu filho mais novo e três dos seus netos.

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