Secretário-geral da Otan defende mais tropas no Afeganistão

Anders Rasmussen disse que ainda é cedo demais para quantificar o número de soldados necessários

Efe,

19 de outubro de 2009 | 17h22

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, insistiu nesta segunda-feira, 19, na necessidade do envio de mais tropas do países da entidade para o Afeganistão.    

 

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Rasmussen disse que é "ainda é cedo demais" para determinar o número exato de soldados que deveriam ser enviados. Entretanto, o chefe das operações da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, pediu 40 mil militares a mais.

 

Os ministros de Defesa dos países da organização estudarão esta questão em uma reunião informal marcada para quinta, 22, e sexta-feira, 23, em Bratislava, mas Rasmussen antecipou que não espera decisões concretas a não ser o apoio geral às ideias de McChrystal.

 

O secretário-geral da Otan ressaltou seu respaldo às posições do general em relação a não deixar que os talebans voltem a oferecer o solo afegão como base para os terroristas da Al Qaeda.

 

Rasmussen disse que espera de Bratislava "um acordo geral" sobre a estratégia a seguir no Afeganistão, o que representa "um apoio ao enfoque" de McChrystal.

 

O secretário-geral deixou claro que ainda não há decisão sobre quantos soldados a mais serão necessários no Afeganistão, onde a Otan atualmente dirige uma força de 67.700 militares de 42 países, sendo 14 deles não membros da organização.

 

"Precisamos de mais análise antes de tomar uma decisão", acrescentou Rasmussen, ao dizer que "todos os aliados devem estudar o que mais podem fazer neste aspecto".

 

A Casa Branca disse neste domingo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não tem intenção de se pronunciar sobre possíveis reforços para o Afeganistão antes de saber qual será o próximo Governo afegão e que está disposto a colaborar com os Aliados.

 

O secretário-geral da Otan concordou que é preciso "um esclarecimento da situação política no Afeganistão" antes de tomar qualquer decisão sobre o envio de mais tropas.

 

Por isso, Rasmussen reconheceu que as denúncias de fraude nas eleições presidenciais afegãs de agosto são "motivo de preocupação", mas lembrou as circunstâncias difíceis em que o pleito foi realizado.

 

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