Seguem ataques israelenses a Gaza, apesar de resolução da ONU

Israel manteve sua ofensiva na Faixa de Gaza na sexta-feira, ignorando uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que pede um cessar-fogo imediato no conflito. Enquanto as bombas continuavam a explodir pelo 14o dia, ministros israelenses do primeiro escalão se reuniam para decidir qual será o próximo passo. A ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, deu uma indicação de que as armas israelenses não devem silenciar. "Israel agiu, agirá e seguirá agindo somente de acordo com suas próprias considerações, com as necessidades de segurança de seus cidadãos e com seu direito de se defender", afirmou ela em comunicado. Aviões de guerra israelenses bombardearam os arredores da Cidade de Gaza, segundo moradores. Em outras localidades da região, médicos palestinos disseram que tanques dispararam contra uma casa em Beit Lahiya, norte da Faixa de Gaza, matando seis palestinos da mesma família. A Força Aérea israelense atingiu pelo menos 50 alvos em toda a região, incluindo plataformas de lançamento de foguetes e instalações usadas na fabricação desses artefatos, segundo um porta-voz militar. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução fazendo um apelo por um "cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado". O documento também pede a retirada israelense de Gaza após a ofensiva de duas semanas por terra e ar. Os Estados Unidos se abstiveram na votação. Na quarta-feira, o gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, adiou uma decisão sobre o lançamento de uma escalada ainda maior contra as guerrilhas do Hamas, por meio da entrada em áreas urbanas, o que pode resultar na convocação de reservistas. Autoridades disseram que os ministros voltarão a se reunir por volta do meio-dia (8h de Brasília) da sexta-feira. A campanha militar israelense em Gaza, onde centenas de palestinos --grande parte civis e crianças-- foram mortos, tem sólido apoio entre os eleitores israelenses, que vão às urnas em um mês. A maioria apóia o objetivo declarado de Olmert de encerrar anos de lançamentos de foguetes pelo Hamas contra cidades israelenses. Esses ataques mataram 22 pessoas desde 2000. (Reportagem adicional de Louis Charbonneau e Sue Pleming na sede da Organização das Nações Unidas)

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