Segurança de funcionários da ONU no Iraque é prioridade, diz Ban

O secretário-geral da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que vem sofrendo críticasinternas por ter concordado em ampliar a missão da entidade noIraque, disse em um evento que homenageou os funcionáriosmortos em Bagdá em 2003 que a segurança da equipe está acima dequalquer coisa. A explosão de uma bomba na sede da ONU em Bagdá, no HotelCanal, matou 22 pessoas há quatro anos, entre elas o chefe damissão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, cujo nome jácomeçava a ser cotado para o posto de secretário-geral. Mais de150 pessoas ficaram feridas. A decisão tomada este mês pelo Conselho de Segurança de darà ONU um mandato mais amplo no Iraque, o que implica o aumentodo número de funcionários, é uma oportunidade para darcontinuidade ao trabalho de Vieira de Mello e de seus colegas,afirmou Ban na homenagem. "Mas compreendo a apreensão e a preocupação que algunsfuncionários têm a respeito de uma expansão", disse ele nacerimônia, no saguão público da sede da Assembléia Geral. "É por isso que afirmo hoje que qualquer medida desse tipocontinua estritamente sujeita às condições locais -- suasegurança está e sempre estará em primeiro lugar." O sindicato de funcionários da ONU pedira a Ban que nãoenviasse mais gente a Bagdá e que retirasse os cerca de 50funcionários estrangeiros que moram e trabalham na Zona Verde,o complexo fortificado da capital iraquiana, onde fica amaioria das embaixadas e prédios do governo. A ONU pretende ampliar suas instalações, para abrigar até95 funcionários, disseram fontes internas. A resolução do Conselho de Segurança, proposta pelosEstados Unidos, pede que a ONU promova a reconciliação nacionale o diálogo entre o Iraque e os países vizinhos. Até então, a atuação da ONU tinha sido principalmente emquestões eleitorais e de direitos humanos. Ban deu seu apoio aoplano em uma reunião com o presidente George W. Bush, no mêspassado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.