Seguranças da Blackwater atiraram em civis, aponta relatório

Guardas se envolveram em cerca de 200 incidentes; Departamento de Estado teria acobertado tiroteios

01 de outubro de 2007 | 18h15

Guardas da empresa de segurança norte-americana Blackwater, responsáveis pela proteção da missão diplomática dos EUA no Iraque, atiraram em civis iraquianos, informou o Congresso dos Estados Unidos em um relatório nesta segunda-feira, 1.º. Segundo o jornal New York Times, citando o documento, o Departamento de Estado chegou a auxiliar no acobertamento dos incidentes. Veja Também Número de civis mortos no Iraque cai à metadeIrã pode ajudar os EUA a estabilizar o Iraque, diz LarijaniA ocupação do Iraque   Baseado em diversos e-mails internos da empresa e em documentos do Departamento, o relatório descreve alguns dos funcionários da empresa como guardas inconseqüentes, desequilibrados e que nem sempre paravam para ver o que ou em quem suas balas atingiram. Num incidente, por exemplo, o Departamento de Estado e a Blackwater concordaram em pagar US$ 15 mil à família de um homem morto por um funcionário "da Blackwater que estava bêbado".  Seguranças da empresa se envolveram em aproximadamente 200 incidentes com armas de fogo no Iraque desde 2005. Na grande maioria dos casos, eles dispararam de veículos em movimento e não pararam para contar os mortos ou prestar socorro aos feridos, segundo o documento. Pressão O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, tem sugerido que a embaixada dos Estados Unidos deixe de usar a Blackwater desde o mês passado, quando uma ação de agentes da empresa resultou em 11 mortos. Na ocasião, a companhia protegia um comboio diplomático em Bagdá. A investigação dos promotores nos Estados Unidos, contudo, teria começado bem antes desse incidente.  Eles estariam investigando se a empresa de segurança transportou sem licença armas automáticas e equipamentos militares para o Iraque. A Blackwater emprega mil agentes de segurança no país. Dois ex-empregados da empresa teriam se declarado culpados de portar armas ilegais perante um tribunal em Greenville, na Carolina do Norte. Ambos estariam cooperando com as investigações, segundo a agência de notícias Reuters.

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