Senado dos Estados Unidos aprova mais sanções contra o Irã

Medida proíbe exportações de petróleo refinado ao país e impõe sanções a empresas iranianas

RICARDO GOZZI, da Agência Estado, com agência Efe,

24 de junho de 2010 | 16h58

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 24, por unanimidade um novo pacote de sanções ao Irã. O objetivo das punições é conter o programa nuclear iraniano e sufocar as importações de gasolina feitas pela república islâmica.    

 

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Os senadores norte-americanos aprovaram as sanções por 99 votos a zero. O projeto de lei deve seguir ainda hoje para a Câmara dos Representantes (deputados) antes de ser enviado para a assinatura do presidente Barack Obama.

 

A iniciativa amplia as sanções aprovadas recentemente pelo conselho de Segurança da ONU e pela União Europeia, impedindo negócios que forneçam petróleo refinado ao Irã e deem apoio à Guarda Revolucionária ou ao programa nuclear do país.

 

O Irã, apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, depende de importações de gasolina e de combustível de aviões porque possui uma grande deficiência em refinar petróleo.

 

A medida penaliza empresas que façam negócios com o setor energético do Irã - incluindo companhias estrangeiras que ofereçam ao país serviços de carga, financiamento e seguros - e também proíbe o acesso de bancos iranianos que tenham negócios com entidades em uma "lista negra" dos EUA ao sistema financeiro americano.

 

Além de responsabilizar os bancos americanos pelas ações de suas subsidiárias no exterior, a proposta estabelece mecanismos para que os Estados e prefeituras possam negar contratos com empresas que ajudem a financiar, de forma direta ou indireta, o programa nuclear iraniano.

 

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, o democrata John Kerry, disse que a aprovação da medida é um "passo firme e importante" para responder a um dos objetivos de segurança mais sério dos Estados Unidos e seus aliados.

 

"Um Irã com armas nucleares seria uma ameaça intolerável para nosso aliado, Israel, provocaria uma corrida armamentista na que já é uma das regiões mais perigosas do mundo e minaria nosso esforço global para impedir a propagação de armas nucleares", disse Kerry em um comunicado.

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