Seqüestradores de arcebispo iraquiano queriam US$1 milhão

Corpo da autoridade católica é encontrado sem sinais de tiros; ele foi levado no dia 29 de fevereiro

REUTERS

14 de março de 2008 | 09h10

Os seqëestradores do arcebispo católico caldeu encontrado morto na cidade de Mossul, no norte do Iraque, pediram resgate de US$ 1 milhão, disse uma importante autoridade civil na sexta-feira, 14.Paulos Faraj Rahho, arcebispo de Mossul, que fica 390 km ao norte de Bagdá, foi sequestrado no dia 29 de fevereiro, depois que atiradores atacaram seu carro e mataram o motorista e dois guardas. O corpo de Rahho foi encontrado em um terreno baldio no leste da cidade na quinta-feira. O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, culpou a Al-Qaeda pela morte. "Fomos informados de que os sequestradores chegaram a falar com os familiares do arcebispo sequestrado. Ouvimos que os pedidos de resgate chegaram a US$ 1 milhão", disse o brigadeiro-general Khlaed Abdul Sattar, o porta-voz da Província de Nineveh, da qual Mossul é a capital. Andraws Abuna, assistente do patriarca caldeu do cardeal de Bagdá Emmanuel III Delly, disse que as autoridades cristãs e os sequestradores mantiveram contato, mas não sabia de nada sobre o resgate. O Exército dos Estados Unidos também alegou que não tinha detalhes sobre o resgate, mas os oficiais norte-americanos no norte do Iraque disseram que os seqüestradores podem ter pedido dinheiro. Abuna disse que a igreja em Mossul recebeu uma ligação na quinta-feira, informando que Rahho estava morto. Os membros da igreja encontraram o corpo enterrado pela metade em um terreno baldio e o levaram para o necrotério da cidade, disse Abuna, acrescentando que não sabia quem fez a ligação. A polícia informou que não estava claro se Rahho, 65, foi assassinado ou morreu de causas naturais. Ele parece ter morrido há uma semana e não tem marcas de bala, disse a polícia no necrotério de Mosul. Segundo Sattar, o corpo mostrava sinais de decomposição. Várias igrejas já foram bombardeadas e clérigos cristãos, sequestrados e mortos desde a invasão norte-americana, em 2003. O ex-arcebispo de Mosul, Basile Georges Casmoussa, foi sequestrado em 2005, mas libertado depois de um dia no cativeiro.

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