Sequestrados na Síria somam ao menos 28 mil, diz grupo ativista

Pelo menos 28 mil sírios estão desaparecidos desde que foram sequestrados por forças leais ao presidente Bashar al-Assad durante a revolta que já dura 19 meses, disse o grupo ativista Avaaz nesta quinta-feira.

Reuters

18 de outubro de 2012 | 14h32

Citando declarações de advogados sírios de direitos humanos e suas famílias, o Avaaz afirmou que as forças de segurança estavam aterrorizando comunidades ao pegar pessoas na rua e torturá-las.

Outros grupos de direitos humanos também acusaram grupos rebeldes sírios de sequestrar pessoas que consideram pró-governo. Um vídeo que acompanha a declaração do Avaaz mostrou dois soldados parando um homem e uma mulher, forçando-os ao chão e arrastando-os para longe.

O filme também mostrou uma entrevista com um homem dizendo que sua esposa havia sido sequestrada há seis meses no distrito de Baba Amr, de Homs, que foi parcialmente atingido por bombardeios do governo.

Uma organização síria de direitos humanos relatou que até 80.000 pessoas desapareceram, acrescentou o Avaaz, uma rede que auxilia ativistas da oposição na Síria juntamente com outras causas em todo o mundo.

Os dados não puderam ser verificados de forma independente. Ativistas dizem que 30.000 pessoas foram mortas em conflitos na Síria, que começaram com protestos pacíficos, mas se tornaram violentos depois de meses de opressão.

(Reportagem de Oliver Holmes)

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