Seqüestro de 23 sul-coreanos por talebans continua

Em contrapartida, Coréia do Sul determinou um boicote para viagem ao Afeganistão nesta segunda-feira

Efe e Kwang-Tae Kim, da Associated Press

23 Julho 2007 | 04h48

Delegação sul-coreana permanece nesta segunda-feira em Cabul para tentar libertar os 23 missionários seqüestrados na quinta-feira, 19, por um grupo taleban.   Os insurgentes ameaçam matar os 23 sul-coreanos caso as autoridades afegãs não libertem 20 talebans antes das 19 horas (11h30 de Brasília). É o maior grupo de estrangeiros seqüestrado pelos insurgentes desde a queda do regime taleban, em 2001.   As autoridades locais informam que os seqüestradores estão sitiados na localidade de Qara Bagh, na província de Ghazni, onde líderes tribais já mantiveram contatos com os rebeldes sobre os seqüestrados, segundo fonte oficial. As estimativas apontam que 200 sul-coreanos estão no Afeganistão, todos eles dedicados a tarefas de reconstrução.   A contrapartida   A Coréia do Sul determinou um boicote para viagem ao Afeganistão nesta segunda-feira seguindo os recentes apelos de 23 nações, reforçando os intensos esforços diplomáticos para garantir a liberdade dos seqüestrados.   "Nós designamos o Afeganistão como um país de viagem proibida", disse Han Hye-jin, uma oficial do Ministério de Relações Exteriores, acrescentando que Seul também pediu para Cabul não conceder vistos para cidadãos da Coréia do Sul e bloquear a entrada através de diferentes rotas.   A violação pode acarretar um ano de prisão ou o pagamento de US$ 3.200 ou € 2.300. A pena será aplicada a quem não receber autorização do governo para visitar o país. Uma punição semelhante já se estende ao Iraque e Somália.   Uma igreja da Coréia do Sul afirmou que deveria suspender o trabalho voluntário no Afeganistão. Os Estados Unidos é o único país que envia mais missionários no mundo do que a Coréia do Sul, de acordo com a Associação coreana de missões para o mundo. Mais de 16.600 missionários sul-coreanos trabalharam nas proximidades do Afeganistão somente no ano passado.

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