Ser terrorista para os EUA é 'orgulho', diz guarda iraniana

Grupo responde ameaça do governo americano de incluir o corpo militar iraniano como organização terrorista

Efe,

16 de agosto de 2007 | 15h01

Um alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, sigla em inglês) considerou nesta quinta-feira, 15, que "será um orgulho" o fato de os Estados Unidos declararem o corpo militar iraniano como uma organização terrorista. "Quando nos chamam assim, é um orgulho para nós porque é um sinal da irritação e de medo do inimigo", disse o general Gholamhossein Gheibparvar, comandante na província de Fars, citado pela agência de notícias iraniana Irna. Autoridades da Guarda minimizaram a ameaça feita pelos Estados Unidos na quarta-feira, de incluí-los em sua lista oficial de organizações terroristas, e a classificou como "inútil". Se confirmada, será a primeira vez que uma unidade militar de um país entra para a lista de grupos banidos pelo Pentágono.   Em um pronunciamento publicado pela agência de notícias iraniana Mehr, a Guarda condena os planos como "resoluções inúteis". A classificação permitiria aos EUA adotar sanções contra as finanças da corporação.   A IRGC continuará crescendo apesar dos esforços norte-americanos para isolá-la, disse um oficial da corporação em declarações publicadas na quinta-feira, após a ameaça de inclusão na lista terrorista.   Os EUA acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares e de colaborar com milícias xiitas do Iraque, duas acusações que Teerã nega.   "Não só a Guarda Revolucionária não seria isolada, como iria continuar ativamente sua tendência de crescimento com força", disse o chefe do departamento político da Guarda, chamado apenas Javani, ao jornal Jam-e Jam.   "Os norte-americanos combatem o sistema islâmico há 27 anos e criam complôs contra ele. Mas a Guarda Revolucionária vem defendendo o sistema islâmico como seu dever, e vai aumentar sua capacidade para isso dia após dia", acrescentou.   A Guarda Revolucionária é uma força de orientação ideológica, que se considera guardiã da Revolução Islâmica de 1979. Ela tem uma estrutura de comando separada das Forças Armadas regulares. Além das tarefas de combate, também se envolve em várias atividades comerciais, como projetos energéticos concedidos a sua subsidiária de engenharia, a Khatam Al Anbia.

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