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Série de ataques a bomba deixa ao menos 50 mortos no Iraque

Atentados aparentemente coordenados causaram destruição em Mossul e Bagdá; mais de 200 ficaram feridos

10 de agosto de 2009 | 08h03

Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em uma série de ataques a bomba no Iraque na manhã desta segunda-feira, 10. Dois caminhões-bomba explodiram em um vilarejo xiita perto da cidade de Mossul, no norte do país, matando pelo menos 28 pessoas e deixando mais de 130 feridos. As outras duas bombas explodiram perto de canteiros de obra em Bagdá, matando 17 pessoas e deixando mais de 80 feridos.

 

As explosões - que ocorreram com minutos de diferença - parecem ter sido coordenadas e ocorreram um mês depois da retirada das tropas americanas das cidades iraquianas. A segurança nas cidades agora está a cargo de soldados iraquianos. Segundo a BBC, os atentados desta segunda-feira fizeram mais vítimas do que qualquer outro ataque das últimas semanas.

 

Os caminhões-bomba explodiram quase simultaneamente por volta das 4h da manhã desta segunda-feira no vilarejo de Khaznah, 20 quilômetros ao leste de Mossul. As explosões foram tão violentas que destruíram pelo menos 30 casas no vilarejo - onde vive a minoria étnica xiita Shabak. Segundo a polícia, o número de mortos pode subir, já que muitas pessoas permanecem soterradas sob os escombros das casas.

 

Mossul - a segunda maior cidade do Iraque - é um dos redutos mais fortes da Al-Qaeda no país e ainda sofre com ataques frequentes, apesar da diminuição da violência em outras regiões. Mas apesar das melhorias na segurança em Bagdá, a capital foi alvo de dois atentados perto de canteiros de obras, também na madrugada desta segunda-feira. Aparentemente, o alvo eram operários que estariam se reunindo no local para iniciar o dia de trabalho.

 

Uma das bombas estava escondida em uma pilha de lixo quando explodiu no distrito de Hay al-Amel, no oeste da capital, causando a morte de pelo menos sete pessoas e ferindo 46. Minutos depois, outra bomba explodiu na área de Shurta Arbaa, norte da cidade, causando a morte de pelo menos dez pessoas e ferindo 35.

 

O governo iraquiano tentou mandar uma mensagem positiva para os iraquianos, afirmando estar no controle da situação e dizendo que os ataques foram perpetrados por remanescentes da insurgência. Mas a mensagem está se perdendo por causa da violência. Na sexta-feira, um carro-bomba explodiu do lado de fora de uma mesquita durante um funeral, causando a morte de 30 pessoas. Em Bagdá, também na sexta-feira, seis pessoas morreram quando voltavam de uma peregrinação, na explosão de três carros-bombas.

 

Também na semana passada, o secretário de Defesa americano Robert Gates disse, em visita ao Iraque, que a situação de segurança havia melhorado de forma "impressionante" nos últimos três anos. Gates disse ainda que os Estados Unidos, possivelmente, poderão retirar suas tropas do Iraque mais rápido do que o planejado.

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