Hadi Mizban/AP
Hadi Mizban/AP

Série de atentados mata ao menos 121 e fere 261 em Bagdá

É o ataque mais violento em Bagdá desde 25 de outubro, quando dois carros-bomba mataram 155 pessoas

Associated Press e Reuters

08 de dezembro de 2009 | 07h56

Ao menos 121 pessoas morreram e outras 261 ficaram feridas em uma série de atentados em Bagdá, informaram autoridades médicas e de segurança nesta terça-feira, 8.

 

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O general Qassim al-Moussawi, porta-voz do Exército iraquiano confirmou apenas 63 mortes, número bem inferior ao informado por hospitais e pela polícia. Segundo o ministério da Saúde, é difícil estabelecer com exatidão o número de mortos devido ao estado dos corpos.

 

Três carros bombas explodiram em sequência e atingiram o ministério do Trabalho e o novo prédio do ministério das Finanças. Um pouco antes, um homem-bomba atacou uma patrulha policial no sul da cidade.

 

Após as explosões, muita fumaça cobriu os locais atingidos. Sirenes de ambulâncias soaram pela cidade e trabalhadores de resgate tentavam retirar corpos dos destroços. Poças de sangue se formaram próximas aos veículos destruídos nos atentados.

 

"Havíamos entrado numa loja momentos antes do ataque. O teto desabou sobre nós e ficamos inconscientes", disse Mohammed Abdul Ridha, um dos feridos nos ataques.  

 

A série de quatro ataques acontece em um momento no qual forças de segurança iraquiana assumem um papel cada vez maior na segurança do país em meio à preparação para a retirada de tropas dos EUA.

 

Os atentados ocorreram no dia em que o governo anunciou a data das eleições legislativas no país, que serão realizadas em março do próximo ano.  A polícia e o Exército temem que a votação detone uma onda de violência para desacreditar o governo do premiê pró-ocidental Nouri al-Maliki.

 

Governo vira alvo

 

É o ataque mais violento em Bagdá desde 25 de outubro, quando dois carros-bomba mataram 155 pessoas em um prédio do governo.

 

 Em agosto, um outro atentado contra os ministérios das Finanças e das Relações Exteriores deixou 100 mortos. No último ano, insurgentes têm direcionado seus ataques a prédios públicos. 

 

"O que estas gangues estão fazendo é criminoso e representa sua falência e desapontamento perante o sucesso político do povo iraquiano", disse o vice-presidente Adel Abdul-Mahdi em comunicado.

 

Analistas atribuem o ataque a militantes sunitas ligados ao antigo partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein, descontentes com o governo xiita pró-ocidental.

 

"É o mesmo estilo de atuação e os mesmos alvos (prédios do governo). Há um motivo político por trás disso: mostrar a fraqueza do governo em manter a segurança no país", disse o analista Hazim al-Nuaimi. 

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