Série de bombas contra xiitas deixa 44 mortos no Iraque

A explosão de um carro-bomba matou 38 pessoas que saíam de uma mesquita xiita nos limites da cidade de Mosul, no norte do Iraque, informaram autoridades nesta sexta-feira. Em Bagdá, uma série de bombas vitimou outros seis fiéis xiitas.

JAMAL AL-BADRANI, REUTERS

07 de agosto de 2009 | 15h48

A polícia afirmou que 95 pessoas ficaram feridas no ataque suicida com o carro-bomba --mais um de uma série de ataques ocorridos nas últimas semanas contra alvos religiosos xiitas. Há uma semana, várias explosões diante de mesquitas xiitas em Bagdá mataram 31 pessoas.

Militantes islâmicos sunitas como os da rede Al Qaeda, que consideram os xiitas hereges, são responsabilizados com freqüência por ataques como esses.

"Eu estava em casa quando aconteceu a explosão. Corri para a mesquita para procurar meu pai nos escombros... Encontrei-o gravemente ferido e o levei ao hospital, mas ele morreu," disse aos prantos Khalil Qasim, de 19 anos.

As autoridades do Mosul exortaram os cidadãos a doar sangue e apelaram para que veículos de construção retirassem os escombros que prendiam as vítimas do ataque, ocorrido em Shreikhan, vilarejo de maioria xiita logo ao norte da cidade de Mosul.

Tiroteios e explosões de bombas ocorrem quase diariamente em Mosul.

A insurgência no Iraque esmaeceu nos últimos 18 meses, mas os rebeldes conseguiram se esconder na região montanhosa que cerca Mosul, distante 390 quilômetros de Bagdá, e têm explorado as divisões entre árabes e curdos em Mosul.

A disputa na província de Nineveh, da qual Mosul é a capital, ameaça dividir a província e alimenta as tensões que podem prejudicar a estabilidade do Iraque no longo prazo.

"Há partidos que buscam criar o caos dentro de Mosul levando o Iraque a uma luta sectária," disse o governador de Nineveh, Atheel al-Nujaifi.

Muitos iraquianos também temem que os ataques contra os xiitas possam reiniciar a violência sectária entre sunitas e xiitas. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas desde a invasão liderada pelos EUA no país, em 2003.

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