Jawad Jalali/ EFE
Jawad Jalali/ EFE

Série de explosões em um funeral em Cabul mata seis pessoas

Chefes do governo e parlamentares afegãos estavam em cerimônia, mas não se feriram

O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2017 | 11h28

Pelo menos seis pessoas morreram e outras 87 ficaram feridas neste sábado, 3, após três explosões perto de onde acontecia o funeral de um dos mortos no confronto entre as forças de segurança e manifestantes, nesta sexta-feira, 2, que protestavam pelo sangrento atentado da última quarta-feira, 31. 

O ataque aconteceu por volta das 15h30 local (8h30, em Brasília) na área de Sra-e-Shamali, no oeste da capital afegã, explicou à agência EFE uma fonte do quartel-general da polícia local.

Najib Danish, o porta-voz do ministério do Interior, disse que três explosões ocorreram no cemitério assim que Salim Ezadyar, filho do vice-presidente do Senado Alam Ezadyar, estava para ser enterrado. Salim foi morto durante os protestos de sexta-feira, que reuniu milhares de pessoas na capital afegã. 

Wahid Mujro, porta-voz do ministério de Saúde Pública, afirmou que 87 pessoas ficaram feridas. Estimativas de mortos variam, com testemunhas informando à agência Reuters que pelo menos 12 indivíduos morreram, enquanto a emissora de TV local Tolo News informa que 18 faleceram. Já o jornal britânico The Guardian e a emissora norte-americana CNN publicam que sete morreram e 119 ficaram feridas. 

 


O chefe do governo afegão, Abdullah Abdullah, e o ministro de Assuntos Exteriores, Salahuddin Rabbani, estavam entre os presentes ao funeral, mas não ficaram feridos, segundo confirmaram nas suas respectivas contas do Twitter e Facebook.

"Quando as pessoas estavam de pé para as orações do funeral, ocorreram três explosões. Os atacantes suicidas tomaram posição entre as pessoas que rezavam, isto mostra a gravidade do crime do inimigo covarde", disse Abdullah Abdullah. 

 


Além disso, vários parlamentares e altos cargos também estavam no funeral, sem que haja informações sobre eles por enquanto.

Os talibãs se desvincularam do ataque e afirmaram que este foi produto da inimizade "entre os inimigos", em referência às disputas internas no seio do Executivo afegão, de acordo com uma mensagem do porta-voz insurgente Zabihullah Mujahid na sua conta do Twitter.

Este é o segundo ataque de envergadura registrado na capital afegã desde quarta-feira, quando um carro-bomba deixou 90 mortos e 463 feridos./ COM INFORMAÇÕES DAS AGÊNCIAS EFE E REUTERS

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