Setor empresarial quer acordo comercial israelo-palestino

Empresários e executivospalestinos e israelenses estão pressionando os líderespolíticos dos dois lados a retomar imediatamente as negociaçõescomerciais, a fim de preparar ambas as economias para umpossível Estado palestino. Membros importantes dos setores privados israelense epalestino recomendaram num estudo conjunto que os negociadoresde paz adotem um acordo de livre-comércio que chamaram de "FTAPlus" como base das relações econômicas entre Israel e umfuturo Estado palestino. "Um FTA Plus deve garantir o livre-comércio de bens eserviços, mas com fronteiras econômicas e portanto comsoberania econômica", afirmou o estudo, conduzido por 30executivos e pesquisadores israelenses e palestinos ao longo deseis meses. O acordo também preveria a maior integração entre as duaseconomias para facilitar os negócios, segundo o estudo. Israel e os palestinos deram início a negociações de paz nomês passado, durante uma conferência patrocinada pelos EstadosUnidos, e concordaram em tentar fechar um acordo até o fim de2008 sobre a criação do Estado palestino. O estudo mostra que os executivos acreditam que as duaseconomias podem ganhar até 25 bilhões de dólares em exportaçõese receita, além de mais de 1 milhão de novos empregos, nototal, se adotarem o FTA Plus. O trabalho foi obtido pela Reuters nos preparativos parauma conferência entre líderes econômicos israelenses epalestinos que acontece na quarta-feira em Jerusalém, promovidapelo Fórum Internacional Palestino de Negócios (PIBF). Os territórios palestinos são o segundo maior mercado paraas exportações israelenses. Segundo o estudo, eles importam 2,4bilhões de dólares ao ano de Israel -- 6 por cento dasexportações israelenses. "O comércio não é bom só para os negócios. É um instrumentoessencial para construir a paz", disse o empresário palestinoZahi Khoury, chefe do PIBF, no documento.

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