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Shalit pede a Netanyahu que 'não perca a chance' de libertá-lo

Soldado se diz saudável e bem tratado pelo Hamas; preaas palestinas foram soltas por Israel em troca de vídeo

Reuters e Efe,

02 de outubro de 2009 | 11h37

A televisão de Israel transmitiu nesta sexta-feira, 2, o vídeo em que o soldado Gilad Shalit, sequestrado por milicianos palestinos em 2006, aparece vivo. O militar está sentado, com uniforme de soldado, lendo um jornal datado de 14 de setembro deste ano e pede ao primeiro-ministro de israelense, Benjamin Netanyahu, que encontre uma solução para seu caso.

 

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"Espero que o governo dirigido por Benjamin Netanyahu não deixe passar esta oportunidade para chegar a um acordo", diz Shalit, que aparece nas imagens lendo um longo comunicado em hebreu, aparentemente calmo e saudável, apesar das visíveis olheiras. "Tenho esperanças e estou aguardando por um bom tempo pelo dia que serei libertado", diz o soldado. "Quero enviar uma saudação à minha família e dizer que a amo e espero ansiosamente pelo meu retorno", completa Shalit ao fim das imagens. O prisioneiro também diz estar sendo bem tratado pelos palestinos e que lê jornais para procurar notícias sobre sua situação.

 

Estas são as primeiras imagens em três anos que comprovariam que o refém do Hamas está vivo. A prova de vida do soldado faz parte de um acordo entre o Hamas e Israel. Em troca das gravações, os judeus libertariam ainda nesta sexta 19 palestinas presas. A troca com o Hamas, mediada por diplomatas alemães e egípcios, pode ser um passo rumo a um intercâmbio mais amplo de prisioneiros que inclua a libertação de Shalit, o que é uma prioridade para Israel desde que ele foi capturado, em 2006. 

Autoridades israelenses disseram que a autenticidade do vídeo foi confirmada antes que 19 palestinas fossem soltas - a vigésima deve ser libertada no domingo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os pais de Shalit assistiram o vídeo antes de as autoridades decidirem se as imagens seriam divulgadas ao público. 

 

 

 

As imagens foram entregues na fronteira de Israel com a Cisjordânia enquanto um comboio da Cruz Vermelha levava 18 presas para o território palestino. Uma das prisioneiras e seu filho de dois anos foram levados para a Faixa de Gaza. Israel disse que nenhuma das mulheres envolvidas na troca teve participação direta em assassinatos, nem cumpria penas superiores a dois anos.

O governo de Israel disse na sexta-feira que a libertação das presas era um gesto crucial para a construção de confiança mútua e eventual libertação do seu soldado, mas ressalvou que ainda restam negociações longas e complicadas pela frente até esse objetivo.

 

Israel mantém mais de 10 mil presos palestinos. O Hamas negocia a libertação de centenas de seus seguidores em troca de Shalit, o que inclui militantes responsáveis por ataques letais - os quais Israel já disse no passado que não serão soltos.

Shalit, que também é cidadão francês, servia em uma unidade de tanques. Ele foi visto pela última vez quando militantes islâmicos entraram em Israel por um túnel e mataram dois outros soldados. Dois militantes também foram mortos, mas o Hamas conseguiu capturar Shalit.

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