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Síria abre a Cúpula Árabe e promete ajudar o Líbano

Número de participantes no evento reflete suspeitas de que a Síria tenha obstruído eleições no Líbano

Jonathan Wright e Suleiman al-Khalidi, da Reuters,

29 de março de 2008 | 10h56

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, abriu neste sábado, 29, uma cúpula árabe em Damasco com a promessa de ajudar a resolver a longa crise política do Líbano, que boicotou o encontro em protesto às políticas sírias.  Veja também:Arábia Saudita acusa Síria por estagnação política no LíbanoOnze chefes de Estado da Liga Árabe, que tem 22 membros, estiveram presentes na abertura, um pouco menos do que o normal para o evento anual e que tem dois dias de duração. Esse número de participantes reflete as suspeitas de que, por meio de seus aliados no Líbano, a Síria tenha obstruído as eleições de um novo presidente libanês. Além do Líbano, três aliados árabes dos Estados Unidos - Arábia Saudita, Egito e Jordânia - ficaram fora do encontro, reduzindo as chances de que as reuniões tragam novas perspectivas sobre os conflitos no Líbano e em outras áreas da região. Assad rejeitou a acusação de que seu país estaria por trás da crise no Líbano, que não tem um presidente desde novembro porque o governo e a oposição - apoiada pela Síria - não chegam a um acordo sobre a composição de um novo gabinete. "Nós na Síria estamos totalmente preparados para cooperar com esforços árabes e não árabes, sob a condição que eles estejam baseados em um consenso nacional libanês, a base para a estabilidade no Líbano", afirmou Assad em seu discurso de abertura do encontro. "A chave para uma solução está nas mãos dos próprios libaneses. Eles têm sua pátria, suas instituições e Constituição", acrescentou. Ele não mencionou a ausência do Líbano ou o baixo nível de representatividade dos governos árabes aliados do Líbano e amistosos aos EUA.

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