Síria acusa Israel de bombardeio aéreo; Israel mantém silêncio

A Síria acusou Israel naquinta-feira de invadir seu espaço aéreo e de bombardear seuterritório, advertindo que pode responder às supostasagressões. Os militares israelenses afirmaram que não fariamcomentários sobre o relato sírio, que não mencionou danos ouvítimas. Após meses durante os quais se comentou sobre a retomada denegociações de paz hoje paralisadas com especulações de ambosos lados sobre a possibilidade de um ou outro estar preparandoum ataque surpresa, autoridades da Síria vieram a público. "Isso mostra que Israel não consegue abrir mão de umapostura agressiva e traiçoeira", afirmou o ministro sírio daInformação, Mohsen Bilal, ao canal de TV al-Jazeera. Uma outra autoridade síria afirmou: "Eles jogaram bombas emuma área desocupada enquanto nossas forças de defesa disparavamintensamente." O escritório de relações públicas das Forças Armadas deIsrael disse em um comunicado: "Não costumamos responder a essetipo de relato." O escritório costuma responder a esse tipo deacusação. Mas, segundo um membro das forças de segurança, ogoverno determinou que o assunto não fosse discutidopublicamente. Os EUA não quiseram se manifestar sobre as acusações.Questionado sobre o caso, Tony Fratto, porta-voz do governonorte-americano, respondeu: "Não vamos fazer comentários." Um especialista israelense familiarizado com questões desegurança afirmou acreditar que o Estado judaico vinha testandoas defesas aéreas da Síria. Em declarações à agência de notícias Sana, da Síria, umaautoridade do país árabe disse que aviões israelenses"invadiram o espaço aéreo da Síria atravessando a fronteiranorte, vindo do Mediterrâneo e dirigindo-se para a porçãonordeste do país, a uma velocidade superior à do som". "A República Árabe da Síria avisa ao governo do inimigoisraelense que se reserva o direito de responder caso acrediteser isso adequado", acrescentou a Sana. Os dois países deparam-se há meses com um clima de grandetensão. Algumas autoridades dos serviços de inteligência deIsrael sugeriram que o governo do presidente sírio, Basharal-Assad, pode estar pronto para tomar pela força algumaspartes das colinas do Golã, ocupadas por Israel desde 1967. Autoridades da Síria afirmaram que o país continuavatentando resolver a questão pelas vias pacíficas, mas algunsdeles notaram que a força continuava a ser uma opção caso adiplomacia fracassasse. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que um anoatrás, no Líbano, lançou suas forças contra a guerrilhaHezbollah, aliadas da Síria, esforça-se para deixar claro quenão acalenta planos de enfrentamento contra os sírios. (Reportagem adicional de Jeffrey Heller, Dan Williams eAlastair Macdonald em Jerusalém)

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