Síria admite ter tido atividade nuclear e veta acesso, diz AIEA

A Síria revelou a inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) alguns detalhes sobre suas experiências nucleares do passado, mas continua bloqueando o acesso a um local no deserto onde tais atividades secretas podem ter ocorrido, segundo um relatório confidencial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), ao qual a Reuters teve acesso nesta segunda-feira.

REUTERS

31 de maio de 2010 | 20h15

O texto diz que Damasco está impedindo os inspetores de visitarem o local onde, segundo informações dos EUA, a Síria teria tentado construir um reator nuclear com um projeto norte-coreano, voltado para o desenvolvimento de uma bomba atômica.

Israel bombardeou essa instalação em 2007, destruindo-a totalmente. A Síria permitiu que os inspetores fossem lá em junho de 2008, mas os proíbe de voltar.

A AIEA diz que precisaria retirar mais amostras do local para eliminar dúvidas sobre as atividades atômicas pregressas da Síria. A agência também repetiu seu pedido de acesso a instalações militares sob suspeita.

O governo sírio é aliado do Irã, atualmente sob investigação da AIEA por causa de suspeitas de que seu programa nuclear tenha finalidades militares. Damasco diz que nunca tentou desenvolver armas nucleares e que as informações passadas pelos EUA a Israel foram inventadas.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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