Síria classifica 17 diplomatas como 'persona non grata'

A Síria classificou 17 diplomatas, em sua maioria norte-americanos e europeus, como "persona non grata", em repostas à expulsão em massa de enviados sírios de capitais ocidentais na semana passada.

REUTERS

05 de junho de 2012 | 09h34

O ministério de Relações Exteriores da Síria, porém, afirmou que o governo ainda está aberto a restabelecer laços com os diplomatas, que em sua maioria já haviam sido chamados de volta por seus governos.

"A República Árabe da Síria ainda acredita na importância do diálogo baseado nos princípios da igualdade e respeito mútuo", afirmou um comunicado do ministério."Esperamos que os países que iniciaram estas medidas irão adotar estes princípios, que permitiriam que as relações voltassem ao normal novamente".

Forças de segurança sírias tentam reprimir uma revolta contra o governo do presidente Bashar al Assad há 15 meses.

Dentre os diplomatas listados estão os da Turquia, ex-aliada da Síria, que se tornou abertamente crítica à repressão de Assad e deu abrigo a desertores do Exército.

O Ministério de Relações Exteriores afirmou que o embaixador e toda a missão diplomática na embaixada da Turquia em Damasco não são bem-vindos.

Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, Itália, Espanha, Austrália, Bulgária e Suíça coordenaram uma ação para expulsar diplomatas sírios em resposta ao massacre de 108 pessoas, a maioria crianças, na cidade de Houla.

O vice-chanceler Faisal Maqdad disse ao canal de notícias sírio al-Ikhbariya que a decisão do governo buscava encorajar estes países a "corrigirem" suas posições.

(Reportagem de Erika Solomon)

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