Síria coloca minas nas fronteiras com Líbano e Turquia-HRW

Forças sírias colocaram minas perto da fronteira com o Líbano e com a Turquia, ao longo de rotas que são usadas para fugir do conflito na Síria, afirmou o grupo de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) na terça-feira.

OLIVER HOLMES, REUTERS

13 de março de 2012 | 09h54

O relatório da entidade documentou diversos relatos de testemunhas na Turquia, Líbano e Síria que haviam visto tropas sírias colocando as minas ou que foram feridas por elas.

Ativistas de oposição que lideram uma revolta de quase um ano contra o regime do presidente Bashar al-Assad usam o Líbano e a Turquia para trazer comida, remédios e armas para dentro do país. Milhares de sírios também fugiram da violência para os países vizinhos.

"Qualquer uso de minas terrestres contra pessoas é inconcebível", afirmou o diretor da Divisão de Armas do HRW, Steve Goose. "Não há absolutamente nenhuma justificativa para o uso destas armas indiscriminadas por qualquer país, em qualquer lugar, por qualquer motivo."

A Síria utilizou este tipo de mina pela última vez durante o conflito de 1982 com Israel no Líbano, afirmou o relatório. Acredita-se que o estoque da Síria consiste principalmente em minas de origem soviética-russa, complementou o documento.

A Turquia aderiu ao Tratado Internacional de Banimento de Minas em 25 de setembro de 2003. A Síria e o Líbano se recusaram a assinar o tratado, que exigiria que todas as minas terrestres fossem eliminadas do país.

Nadim Houry, pesquisador do HRW para Síria e Líbano, disse à Reuters que era muito difícil obter o número exato de pessoas feridas por minas plantadas pela Síria, pois a maioria dos incidentes ocorre do lado sírio da fronteira.

A ONU diz que mais de 7.500 pessoas morreram durante a revolta contra o governo de Assad. A Síria disse em dezembro que "terroristas" haviam matado mais de 2.000 soldados e policiais.

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