Síria critica comentários de Hillary sobre Assad

Governo sírio diz que declarações são um provocação para alimentar tensão no país

REUTERS e Agência Estado

12 de julho de 2011 | 09h29

BEIRUTE - A Síria denunciou nesta terça-feira, 12, uma declaração feira pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmando que o presidente sírio, Bashar al-Assad, perdeu a legitimidade e que "não é indispensável".

 

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"A Síria condena veementemente as declarações da ministra norte-americana de Relações Exteriores... esses comentários são provocativos e têm como objetivo continuar a tensão interna", disse a agência estatal de notícias síria Sana.

 

Ontem, Hillary disse, após as embaixadas dos EUA e da França em Damasco serem atacadas por manifestantes pró-governo, que Assad "perdeu a legitimidade". O presidente sírio enfrenta quatro meses de protestos contra seu regime.

 

"O presidente Assad não é indispensável e nós não ganhamos nada investindo nele... permanecendo no poder", disse Hillary. "Do nosso ponto de vista, ele perdeu a legitimidade."

 

Crise diplomática

 

Na segunda-feira, manifestantes pró-Assad atacaram as embaixadas dos Estados Unidos e da França,  quebrando janelas e pichando as paredes. A residência oficial do embaixador americano, Robert Ford, também foi depredada.

 

Os EUA chamaram os ataques de ultrajantes, Segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, "o governo sírio não cumpriu as obrigações de acordo com a Convenção de Viena, de proteger instalações diplomáticas". Ninguém ficou ferido no ataque.

 

Segundo a chancelaria síria, as relações bilaterais estão agora em crise. O governo de Damasco afirmou que a liderança política do país não obtém sua legitimidade dos EUA, mas sim do povo sírio. "As relações entre os países são baseadas no princípio da não interferência", afirmou a chancelaria.

 

A Síria espera que os EUA "respeitem este princípio e se abstenham de um comportamento que é capaz de provocar os sentimentos dos sírios e seu compromisso com a independência nacional"

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