Síria diz que comentários de Assad à agência russa são imprecisos

A mídia estatal da Síria classificou como "não precisa" uma reportagem da agência de notícias Interfax em que o presidente Bashar al-Assad disse a parlamentares russos que não tem intenção de desistir de poder e que a questão não está em discussão.

Reuters

19 de janeiro de 2014 | 10h28

Segundo a Interfax, Assad teria dito aos visitantes dias antes de uma conferência de paz internacional na Síria que "se quiséssemos desistir, teríamos feito isso no início. Estamos em guarda para o nosso país. Essa questão não está em discussão".

A televisão estatal síria disse que as formas como a Interfax menciona Assad "não são precisas". Ela também disse que Assad "não realizou uma entrevista com a agência", embora a Interfax não tinha dito que havia feito.

Os comentários atribuídos a Assad ressaltam as diferenças entre os participantes antes da conferência em Montreux, na Suíça, no dia 22 de janeiro, visto como o maior esforço global para encerrar os conflitos na Síria que já duram três anos, período o qual Assad tem desfrutado de proteção da Rússia.

O principal grupo de oposição política da Síria no exílio concordou, no sábado, em participar das palestras, apelidadas de "Genebra 2", e disse que três grupos rebeldes apoiaram o movimento.

Mas a própria fragmentada Coalizão Nacional tem pouca influência sobre a Síria e outras grandes unidades de luta da oposição rejeitaram sua autoridade e negociações de paz.

A Organização das Nações Unidas (ONU) espera que as negociações trarão uma transição política no país, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse na semana passada que o futuro da Síria não tinha lugar para Assad.

A Síria, no entanto, disse em carta, na semana passada, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que seu foco na conferência de paz seria a lutar "terrorismo".

(Por Thomas Grove e Oliver Holmes em Beirute)

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