Síria diz que sanções reduzem produção de petróleo em um terço

O ministro do Petróleo da Síria, Sufian Alao, disse neste sábado que a produção de petróleo em seu país foi reduzida de 30 a 35 por cento, como resultado das sanções impostas à Síria por causa da repressão de nove meses a protestos contra o governo.

REUTERS

24 de dezembro de 2011 | 15h49

A União Europeia tem intensificado suas sanções contra a indústria de petróleo síria, incluindo empresas estatais numa lista negra. A Liga Árabe também impôs sanções sobre transações financeiras e outros negócios com a Síria.

"Nós reduzimos nossa produção em 30 a 35 por cento até retomar as exportações", disse ele a jornalistas durante uma reunião de ministros árabes de petróleo no Cairo, acrescentando que a produção atual é de cerca de 260 mil barris por dia.

"Essas são sanções severas que nenhum outro país sofreu antes. Pararam de comprar petróleo sírio e estamos enfrentando dificuldades nas exportações. Isso tem um efeito negativo sobre o nosso povo", disse ele.

Ele disse que a capacidade da Síria de produção é de cerca de 380 mil barris por dia e sua capacidade de refino é de 250 mil a 255 mil barris por dia.

"Reduzimos nossa produção de petróleo e agora estamos importando produtos como gasolina e gás liquefeito de petróleo, mas estamos enfrentando problemas para lidar com os bancos", disse ele.

Ele disse que empresas europeias estão enfrentando a proibição de atuar na Síria, o que levou empresas como a Shell e a Total a parar de operar no país. "Nossas empresas locais são capazes de continuar", disse ele.

De acordo com as sanções da UE, a Royal Dutch Shell e a Total anunciaram este mês que abandonariam as atividades de produção na Síria.

(Reportagem de Maha El Dahan e Amen Bakr)

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