Síria e Líbano firmam relações diplomáticas

Países não mantém laços desde que conquistaram a independência da França, na década de 1940

AP e Reuters,

13 de agosto de 2008 | 15h30

Uma oficial síria anunciou nesta quarta-feira, 13, que os presidentes da Síria e Líbano concordaram em manter relações diplomáticas plenas entre os dois países. Buthaina Shaaban, conselheira do presidente sírio Bashar al-Assad, disse que o acordo foi firmado durante reuniões em Damasco. O presidente libanês Michel Suleiman chegou na Síria nesta quarta-feira, onde permanecerá por dois dias. Os dois países não mantém laços diplomáticos desde que conquistaram a independência da França, na década de 1940.   Veja também: Explosão deixa pelo menos 18 mortos no Líbano   Síria e Líbano já haviam anunciado em julho que pretendiam manter relações diplomáticas. "Os dois presidentes deram instruções a seus ministros do Exterior para tomar as medidas necessárias, começando hoje", explicou Buthaina.   A Síria dominou o Líbano até que o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri em 2005 pressionou o governo para o fim da presença militar de 29 anos. Suleiman, que foi chefe do Exército libanês, descreve suas relações com Damasco como excelentes.   Mais cedo, o líder libanês e sua esposa foram recebidos no aeroporto de Damasco por Assad e a primeira-dama da Síria. Em seguida, todos foram para o palácio presidencial. A visita de Suleiman a Damasco é a primeira de um chefe de Estado libanês à Síria desde 2005.   Assad havia dito que o estabelecimento de relações diplomáticas plenas com o Líbano seria possível a partir do momento que houvesse a formação de um governo de unidade nacional no Líbano, o que ocorreu neste ano, após um prolongado impasse político, que resultou na eleição de Suleiman para presidente.   A mídia estatal síria elogiou a visita de Suleiman, dizendo que ela colocará nos eixos a relação entre os dois países. O jornal Tishrin disse que a viagem "lança as fundações para uma nova fase de relações fraternas." A visita, no entanto, coincidiu com mais um ato de violência no Líbano - um atentado em Tripoli deixou pelo menos 18 pessoas mortas nesta quarta-feira.

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