Síria nega que alvo dos EUA em ataque aéreo fosse Al Qaeda

A Síria negou nesta terça-feira que um ataque aéreo conduzido pelos Estados Unidos teria como alvo um líder da Al Qaeda, como alegaram as autoridades norte-americanas. "O que eles estão falando não justifica. Eu nego totalmente essa informação", disse à Reuters o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem. Uma autoridade dos Estados Unidos, falando sob a condição de anonimato, disse que a invasão das forças norte-americanas na Síria, no domingo, teria matado um importante membro da Al Qaeda que teria coordenado o sequestro de estrangeiros no Iraque. Os Estados Unidos se recusaram a confirmar ou negar oficialmente o envolvimento do país no ataque. Segundo habitantes e autoridades da Síria, tropas norte-americanas, em helicópteros, mataram oito civis em território sírio. O governo sírio decidiu, nesta terça-feira, interditar uma escola e um centro cultural, ambos norte-americanos, em Damasco, informou a agência de notícias SANA. Na segunda-feira, oficiais dos EUA disseram que a invasão tinha como alvo Abu Ghadiya, ex-tenente de Abu Musab-Zarqawi, o líder da Al Qaeda no Iraque que foi morto pelos norte-americanos em um ataque aéreo em 2006. "O que eles estão dizendo não está correto", disse Moualem, durante visita a Londres. "Você imagina que um homem com seus três filhos são terroristas?", disse ele, se referindo a uma das vítimas da incursão norte-americana na Síria. Moualem afirmou que as pessoas assassinadas eram civis inocentes, e repetiu acusação ao ataque de ter sido um "ato terrorista" dos Estados Unidos. "Isto é um crime de guerra cometido pelos Estados Unidos contra a Síria".

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