Lourival Sant'anna/AE
Lourival Sant'anna/AE

Síria pede à ONU que detenha ataque dos EUA

País alega que mais de 1.400 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas no pior incidente com uso de arma química

Reuters,

02 de setembro de 2013 | 08h07

A Síria pediu à ONU que evite "qualquer agressão" contra o país depois das declarações feitas pelo presidente dos EUA, Barack Obama, no fim de semana em que defendeu ataques punitivos contra o exército sírio devido à ação com armas químicas no mês passado.

 

Os Estados Unidos alegam que mais de 1.400 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas no pior incidente com uso de arma química desde o ataque com gás venenoso durante o governo do iraquiano Saddam Hussein, que deixou milhares de curdos mortos em 1988.

 

Uma eventual ação militar dos EUA será colocada em votação no Congresso, que encerra o período de recesso no dia 9 de setembro. Isso dará tempo ao presidente sírio, Bashar al-Assad, para prepara o terreno para qualquer operação e também permitirá que tente conquistar apoio internacional contra o uso da força.

 

Em uma carta ao chefe da ONU, Ban Ki-moon, e à presidente do Conselho de Segurança, Maria Cristina Perceval, o embaixador da Síria na ONU Bashar Ja'afari fez um pedido ao "secretário-geral da ONU para assumir sua responsabilidade de prevenir qualquer agressão contra a Síria e que pressione para que se alcance uma solução política para a crise na Síria", disse na segunda-feira a agência de notícias estatal SANA.

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