Ariel Schalit/Arquivo/AP
Ariel Schalit/Arquivo/AP

Síria pode responder a ataque aéreo israelense, diz embaixador

Damasco afirma que ataque aéreo atingiu centro de pesquisa na capital síria; Israel não se pronunciou

estadão.com.br,

31 de janeiro de 2013 | 14h22

DAMASCO - A Síria ameaçou, nesta quinta-feira, 31, retaliar o ataque aéreo realizado quarta-feira por Israel, enquanto o Irã, aliado do governo sírio, afirmou que haverá repercussões para Israel por causa do ataque.

Autoridades norte-americanas disseram que Israel lançou um ataque aéreo na fronteira da Síria com o Líbano na quarta-feira e atingiu um comboio carregado de armas antiaéreas para o Hezbollah, grupo militante libanês aliado da Síria e o Irã. O Exército sírio negou que houvesse um comboio com armas no local atacado e disse que aviões israelenses, voando baixo, cruzaram o país também atingiram um centro de pesquisa científica perto de Damasco.

Nos dias anteriores ao episódio, líderes israelenses expressavam publicamente sua preocupação com a possibilidade de o presidente sírio, Bashar Assad, perder o controle de seu arsenal de armas convencionais e não convencionais. 

O embaixador da Síria para o Líbano, Ali Abdul-Karim Ali, disse nesta quinta-feira que Damasco "tem a opção e a capacidade para uma retaliação surpresa". Ele disse ao site de notícias al-Ahd, do Hezbollah, que depende das autoridades preparar a retaliação e escolher a data e o local.

"A Síria está envolvida na defesa de sua soberania e da sua terra", acrescentou, sem esclarecer o que a resposta pode implicar.

O Hezbollah criticou o ataque, considerado uma "agressão bárbara" e disse "expressar total solidariedade com o comando, o Exército e o povo sírios". O grupo não mencionou a existência do comboio com armas em seu comunicado, mas afirmou que o ataque teve como objetivo evitar que as forças árabes e muçulmanas desenvolvam suas capacidades militares.

A Rússia, aliado internacional mais importante da Síria, disse que aparentemente se tratou de um ataque não provocado a um país soberano. Moscou disse que está tomando medidas urgentes para esclarecer a situação em todos os seus detalhes. "Se a informação for confirmada, teremos um caso de um ataque não provocado contra alvos no território de um Estado soberano, o que viola a Carta da ONU e é inaceitável", afirmou o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, em comunicado. "Quaisquer que tenham sido os motivos, eles são injustificáveis."

Síria e Israel lutaram várias guerras e, em 2007, jatos israelenses bombardearam uma suposta instalação nuclear síria, sem retaliação.

Com informações da Reuters e da AP

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