Síria proíbe ativistas pró-direitos humanos de saírem do país

Organização afirma que proibições são 'punições infligidas pelas autoridades sírias' aos ativistas

Efe,

19 de novembro de 2007 | 16h15

As autoridades sírias proibiram vários ativistas pró-direitos humanos de viajarem ao exterior para participar de fóruns sobre a sociedade civil, reuniões internacionais e estudos acadêmicos, denunciou nesta segunda-feira, 19, um dos organismos afetados. A Organização Nacional para os Direitos Humanos afirmou em comunicado que seu presidente, Ammar Qurabi, não pôde viajar à Jordânia para participar de um seminário sobre "O papel da sociedade civil na reforma política do mundo árabe", um fórum patrocinado pelo instituto alemão Aspen. A proibição da viagem de Qurabi "não teve nenhuma base legal", denunciou a organização. O caso de Qurabi se soma ao do advogado Mustafa Oso, presidente da Organização Curda de Defesa dos Direitos Humanos, e Hashan Meshom, membro do conselho diretor do Organismo de Direitos Humanos, que foram proibidos recentemente de viajar ao Cairo para uma conferência sobre o tema. O diretor da Organização Árabe de Direitos Humanos, Rasem al-Sayyed Suleiman, não pôde viajar à Turquia para participar de um encontro sobre Jerusalém, enquanto o advogado Serin Khori, especializado na defesa de presos políticos, também não conseguiu viajar para a Jordânia. A Organização Nacional para os Direitos Humanos considera que estes procedimentos são "punições infligidas pelas autoridades sírias a estes ativistas" e denunciou que a lista de nomes de personalidades proibidas de deixar o país não pára de aumentar.

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