Síria relata tiroteio com rebeldes na fronteira com a Turquia

Guardas de fronteira sírios bloquearam uma tentativa de infiltração proveniente da Turquia de cerca de 35 "terroristas armados", disse a agência oficial síria de notícias Sana nesta terça-feira, enquanto as forças da Síria combatiam uma ameaça cada vez maior imposta por desertores do Exército e rebeldes.

MARIAM KAROUNY, REUTERS

06 de dezembro de 2011 | 14h50

A Sana informou que parte dos que atravessaram a fronteira foi ferida e conseguiu voltar para a Turquia, onde recebeu assistência do Exército turco. Os feridos foram levados em veículos militares turcos, disse a Sana.

As relações entre Síria e Turquia têm se deteriorado desde que o governo do presidente Bashar al-Assad começou a usar a força para reprimir uma revolta popular.

A Turquia diz que uma zona de exclusão aérea poderá ser necessária ao longo de sua fronteira de 900 quilômetros com a Síria, se a violência provocar um êxodo em massa de sírios fugindo das cidades.

Acredita-se que rebeldes do Exército Livre Sírio, composto de desertores, e opositores a Assad estejam levando combatentes e armas para dentro da Síria a partir da Turquia para lançar ataques contra as forças de Assad.

"As forças da guarda de fronteira não sofreram ferimentos nem perdas. Elas advertiram que deterão qualquer um que pense em afetar a segurança ou os cidadãos da Síria", afirmou a Sana.

Mais cedo, a agência noticiou o funeral de sete membros do Exército e da polícia, mortos em combate contra rebeldes armados. A Síria afirma que os rebeldes são "terroristas" organizados e financiados a partir do exterior.

Os confrontos eclodiram nesta terça-feira entre os desertores do Exército e as forças de segurança na cidade de Dael, na província de Deraa, no sul do país, disse o grupo ativista Observatório Sírio para Direitos Humanos.

"Houve incursões e prisões...e tiros a esmo e granadas explodindo para aterrorizar o povo", afirmou o grupo. Todas as linhas telefônicas e conexões de celulares foram cortadas.

DIPLOMACIA PARALISADA

O que começou como um protesto pacífico contra Assad há nove meses, inspirado pela Primavera Árabe na Tunísia e no Egito, tem ficado cada vez mais perto de uma guerra civil, enquanto grupos de oposição armados organizam e protestos em alguns distritos .

EUA, União Europeia, Turquia e Jordânia pediram a renúncia de Assad para pôr fim à violência e permitir a organização de eleições democráticas para um novo governo na Síria, onde a família de Assad governa há 40 anos.

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